Refeed ou dia do lixo

Refeed ou dia do lixo: Saiba como fazer de maneira correta

Fazer dieta pode ser, muitas vezes, uma tarefa árdua, trabalhosa, sofrida… Mas não deveria!

Já ouviu falar em refeed ou o dia do lixo? Essas são estratégias utilizadas para contornar os efeitos metabólicos e hormonais do organismo de uma nova dieta.

Para adotar essas duas estratégias de maneira correta na sua rotina, leia este artigo até o final.

Veja os principais tópicos sobre refeed e dia do lixo:

  1. Qual a diferença entre refeed e dia do lixo?
  2. Veja como funciona o refeed
  3. O que é a taxa metabólica e como ela impacta o emagrecimento
  4. Quais os benefícios do refeed?

Qual a diferença entre refeed e dia do lixo?

A estratégia de refeed tem algumas similaridades com o famoso “dia do lixo”. Porém, existem algumas diferenças.

O conceito de refeed está associado à reabastecimento, realimentação. É uma estratégia que planeja uma ingestão maior de calorias e carboidratos.

Os principais benefícios do refeed incluem regulação da fome e da taxa metabólica, que será explicada mais abaixo.

O dia do lixo, pode-se dizer assim, supõe menos planejamento do que o refeed. A ideia é que a pessoa tenha um dia livre para comer aquilo que desejar, principalmente alimentos altamente calóricos.

Porém, podemos afirmar que uma “refeição de lixo” com gorduras e proteínas em excesso trará pouco ou nenhum benefício metabólico.

O refeed, porém, inclui uma refeição rica em carboidratos, que pode favorecer a queima de gordura e evitar o catabolismo.

Há uma pesquisa que traz o caso clínico de um bodybuilder que apresentou uma manifestação atípica da síndrome de realimentação. Isso ocorreu após uma dieta extrema, incluindo cinco meses de nutrição insuficiente antes da competição esportiva e seis dias de sobrecarga de carboidratos.

Depois, o levou a uma paralisia bilateral dos membros inferiores e distúrbios homeostáticos drásticos.

Veja como funciona o refeed

Antes de te explicar como funciona o refeed, é importante dizer que uma dieta bem elaborada não te traz vontades compulsivas, não te faz passar fome, não te deixa apático, anêmico ou indisposto.

Uma dieta adequada te deixa fisicamente bem mesmo que seja restrita em calorias. Cabe apenas a você controlar sua força de vontade.

Em dietas controladas em quantidade e tipos de alimentos, para dar um alívio para o emocional, as pessoas permitem-se uma refeição ou um dia de descanso, com alimentos variados e diferentes daqueles da rotina.

Pois bem,essa estratégia serve somente para “aliviar a cabeça”, desestressar e tentar de forma indireta manter a adesão à dieta posterior a essa escapada.

Para contornar essa situação, existe o refeed, em que o indivíduo busca melhorar e adequar novamente as taxas hormonais.

O que é a taxa metabólica e como ela impacta o emagrecimento

Restringir carboidratos e calorias fará perder gordura e fará também aumentar sua sensibilidade à insulina, mas vai reduzir sua taxa metabólica. Fatalmente, a velocidade de queima de gordura será reduzida com o tempo de dieta!

Isso se chama “termogênese adaptativa” (TA). Trata-se de uma resposta do organismo frente a uma restrição.

A TA representa uma redução do gasto calórico em repouso, atenuando a perda de peso e favorecendo a recuperação do peso.

Este processo está relacionado a hormônios que estão envolvidos na velocidade do metabolismo e também na produção de estímulos ligados à fome/compulsão alimentar.

Por isso, a estratégia do refeed ou o uso de um dia de reabastecimento semanal durante o período de temporada é usado para aumentar o desempenho do treinamento, proporcionar um descanso mental e ajudar na redução de gordura corporal.

Quais os benefícios do refeed?

Agora que você já sabe como o seu organismo funciona frente a uma dieta restritiva, veja os benefícios que o refeed pode proporcionar:

  • Diminuição da compulsão alimentar;
  • Regulação da sensação de fome;
  • Aumento no desempenho físico;
  • Melhora hormonal.

Por isso, programar a restrição energética para perda de peso de forma intermitente possui capacidade de aliviar as adaptações metabólicas e comportamentais associadas à redução.

Essas adaptações incluem aumento do apetite associado à expressão de neuropeptídeos (leptina), custo energético reduzido da atividade física (termogênese adaptativa) e efeitos hormonais que promovem a deposição de gordura e a perda de massa magra (redução dos níveis de T3).

Ficou mais claro como funciona o refeed e os seus benefícios? Se você gostou desse conteúdo, precisa conferir outros posts aqui, no blog da Growth.

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