Cortisol alto: entenda o que é, quais são as causas e sintomas

O cortisol é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo e apresenta várias funções primordiais para o seu bom funcionamento. Alguns deles são a redução de inflamações, promoção de energia muscular, controle do estresse, estabilização da pressão arterial e níveis de glicose no sangue.

O desequilíbrio desse hormônio pode ser danoso para a sua disposição, sua massa muscular e até mesmo a sua saúde mental. Você sabe o que isso quer dizer? E o que seu treino tem a ver com isso? 

Neste post você vai entender melhor quais são os riscos do cortisol alto, conhecer seus sintomas e ainda saber o que pode ser feito para prevenir esse quadro. Acompanhe!

O que é o cortisol alto?

O cortisol atua no organismo com picos em determinados horários. Normalmente, seus níveis são mais elevados durante um esforço físico e pela manhã, quando o corpo precisa de um impulso para se levantar da cama e começar mais um dia. Durante a tarde até o começo da noite, os níveis desse hormônio caem gradativamente (caso uma pessoa durma durante o dia e trabalhe a noite, este ciclo se reverte).

O cortisol alto é uma condição que aparece quando os níveis desse hormônio não diminuem naturalmente ao decorrer do dia. Este desequilíbrio ocasiona efeitos negativos para a saúde, já que prejudica a absorção de vitaminas e minerais.

Isso acontece porque esse hormônio é capaz de se comunicar com certas enzimas digestivas. Ele sinaliza para o organismo que a alimentação não é uma prioridade no momento, reduzindo a secreção dessas substâncias no intestino, estômago, fígado e pâncreas. Você pode sentir isso na prática, com aquela sensação de “comida entalada” quando alguma situação desagradável acontece durante ou logo após uma refeição.

Quais são as causas do cortisol alto?

O alto nível de cortisol pode apresentar diversas causas. Por ser conhecido como o “hormônio do estresse”, alguns fatores que podem desencadeá-lo são o acúmulo de tensões, situações desgastantes do dia a dia, treinos excessivos, sono insuficiente e dietas pouco flexíveis.

O consumo de alguns medicamentos também podem desequilibrar a produção desse hormônio, como anticoncepcionais, corticoides, anfetaminas e estrogênio. Em casos mais raros, pequenos tumores e doenças, como a Síndrome de Cushing, também estimulam as glândulas suprarrenais a produzirem mais cortisol.

Quais os sintomas apresentados por quem tem esse problema?

Ganho rápido de peso

Os níveis mais altos de cortisol no organismo estimulam o apetite, aumentando o desejo de consumo de doces e outros alimentos calóricos. Uma característica deste sintoma a ser destacada é a dificuldade para emagrecer e o acúmulo de gordura, sobretudo na região abdominal.

Fraqueza muscular

Se os seus treinos não são mais os mesmos, saiba que uma das consequências do excesso de cortisol é a queda nos índices de testosterona (que também é responsável pelo ganho de massa muscular).  O hormônio também apresenta uma ação catabólica no organismo, ou seja, quebra os tecidos musculares.

Insônia

Já que os níveis de cortisol tendem a cair durante o dia para que você possa ter uma boa noite de sono, é comum que as pessoas que sofrem com o excesso desse hormônio tenham dificuldades para dormir, por mais que se sintam exaustas. Entre as consequências negativas estão o cansaço, a irritabilidade e a falta de disposição para as atividades do dia a dia.

Piora da imunidade

O cortisol alto pode desequilibrar os mecanismos de autodefesa, reduzindo também o nível de citocinas pró-inflamatórias do organismo. Isso o torna mais vulnerável a doenças, inflamações e cicatrização mais lenta de feridas. Com o tempo, as glândulas adrenais acabam sobrecarregadas e o cérebro também se torna mais sensível à dor. 

Quais os malefícios causados pelo cortisol alto?

Em geral, a produção de cortisol aumenta em situações de estresse físico ou psicológico. Isso ocorre para que, a curto prazo, sua função seja manter o trabalho constante do corpo, garantindo uma redistribuição de energia que privilegie os órgãos vitais.

Nesse sentido, o cortisol alto pode ocasionar a aceleração dos batimentos cardíacos, reduzir a capacidade de utilização de glicose por tecidos periféricos, prejudicar a produção de colágeno e da matriz óssea, favorecer o catabolismo proteico e a liberação de adrenalina na circulação sanguínea, aumentando o risco de pressão alta.

As pessoas que já se encontram em condições de hipertensão, obesidade e hiperglicemia enfrentam um risco ainda maior de sofrer uma síndrome metabólica.

Como é feito o diagnóstico desse problema?

Medir a concentração de cortisol no organismo é simples. Para isso, basta um simples exame de sangue, urina ou saliva. Todos são confiáveis, mas é preciso levar em conta que os valores de referência podem variar durante o dia.

  • Entre 7 e 9 da manhã: 100 a 750 ng/dL.

  • Entre 3 e 5 da tarde: menor que 401 ng/dL.

  • Entre 11 da noite e meia-noite: menor que 100 ng/dL.

Quais são as principais formas de tratamento?

Um médico endocrinologista deverá avaliar as causas do cortisol alto e indicar o melhor tratamento. Em geral, se esse desequilíbrio é causado pelo consumo de corticoides, seu uso deve ser reduzido gradativamente até ser eliminado.

Por outro lado, quando a causa é mais grave, o tratamento pode ser feito com uso de medicamentos para controlar o desequilíbrio, como aminoglutetimida ou metiparona. Pacientes com tumores normalmente passam por uma cirurgia simples de retirada.

Como se prevenir?

Os níveis de cortisol estão diretamente relacionados ao estado emocional. Por isso, uma boa forma de controlá-lo é tratar o estresse e a ansiedade, priorizando as atividades de lazer, o descanso e a higiene mental.

Além disso, uma dieta apropriada pode ser importante para controlar os níveis de açúcar no sangue e evitar a instabilidade emocional. Inclua alimentos como ovos, laticínios, aveia, amêndoas, peixes, sementes de linhaça e chia em sua alimentação. Por fim, conte com a atividade física para manter os seus níveis de serotonina e outros hormônios que promovem o bem-estar, sem exagerar na intensidade ou frequência dos treinos.

Como você pode ver, o cortisol é um hormônio que prepara o corpo para lidar com situações adversas. Embora ele seja de grande importância para o funcionamento do organismo, níveis muito altos da substância podem trazer diversas consequências negativas.

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