Tudo o que você precisa saber sobre o hormônio GH

Você pode até não se familiarizar logo de cara com o termo “hormônio GH”, mas provavelmente já ouviu falar sobre o hormônio do crescimento.

Além de contribuir para a saúde do organismo de uma pessoa, ele também é responsável por interferir diretamente na busca e no alcance de resultados cada vez mais otimizados nos treinos. Dessa forma, é imprescindível que você, atleta, tenha os conceitos que envolvem o GH e os seus benefícios na ponta da língua.

E aí? Está esperando o que para descobrir tudo sobre o hormônio do crescimento? Continue conosco e tenha uma ótima leitura!

O que é o GH?

O hormônio GH é, basicamente, definido como o hormônio responsável pelo crescimento de uma pessoa e é chamado dessa maneira por causa da sua nomenclatura em inglês: growth hormone.

Ele é produzido por uma glândula chamada hipófise, que está localizada na parte inferior do cérebro e é considerada como uma “glândula mestre”, por ser responsável por regular o funcionamento de outros inúmeros hormônios. Um deles é, justamente, o GH.

Geralmente, os hormônios produzidos pela hipófise têm a função de regular glândulas do organismo, como os ovários ou os testículos. O hormônio do crescimento, no entanto, não tem ação especializada em nenhuma área específica do organismo e age de forma generalizada. Fique atento, pois ele é importantíssimo e fundamental para o desenvolvimento saudável de absolutamente qualquer ser humano.

Quais são as suas principais funções?

Por mais que, aparentemente, o hormônio esteja associado ao crescimento “externo” de uma pessoa, ou seja, aspectos longitudinais, como a altura, o GH também é responsável pelo crescimento e pelo desenvolvimento das células do organismo.

Como, no entanto, isso acontece? O processo só é possível por meio de uma proteína chamada somatomedina C, que é produzida principalmente no fígado. Dessa forma, o hormônio do crescimento age e estimula o anabolismo de todo o corpo de uma pessoa.

Uma pergunta muito frequente é relacionada ao crescimento corporal externo, que já adiantamos acima. “Se uma pessoa só cresce até certa idade, o hormônio para de ser produzido?”.

A resposta é: “não”! Por mais que o crescimento “aparente” aconteça e seja muito visível, principalmente na infância, é importante frisar que o período de atuação do hormônio é constante e, em infinitos casos, não pode ser percebido a olho nu. Se você acha que um indivíduo cresce até, mais ou menos, os 21 anos, por exemplo, saiba que não é bem assim.

Uma pessoa cresce até a vida adulta, é verdade, porém não existe uma idade certa para prever o ocorrido, já que há inúmeras variáveis que podem influenciar o resultado. Basicamente, uma pessoa vai crescer enquanto tiver no corpo cartilagens de crescimentos não calcificadas, seja aos 17 ou 22 anos. O fator chave para que o processo se concretize é a puberdade por isso, a associação com a idade final de crescimento.

É possível que você já tenha visto um adolescente de 16 anos com quase 2 metros de altura, ao mesmo tempo que conhece outro de 18 que não chega a 1 metro e 70. Quanto mais avançado for o processo da puberdade daquela pessoa em específico, mais calcificadas estarão aquelas cartilagens que já falamos anteriormente.

Resumindo tudo o que falamos até aqui, a principal função do hormônio GH é promover o crescimento saudável de uma pessoa. Quando os níveis estão desregulados ou insuficientes, significa que existe um problema e que a estatura normal não é alcançada.

Além da função principal, o GH também tem participação nos seguintes processos:

  • aumenta a retenção de cálcio;

  • aumenta a massa muscular;

  • estimula o sistema imunológico;

  • reduz o consumo de glicose por parte do fígado.

O que é a deficiência do hormônio GH?

Quando uma pessoa não cresceu suficientemente, ela sofreu de alguma forma com a falta de produção do hormônio. Separamos abaixo alguns dos eventos que podem influenciar nessa baixa e, consequentemente, portadora de nanismo.

  • problemas genéticos;

  • tumores na região da hipófise (quando sofrem com muita radiação no tratamento);

  • problemas ocorridos no parto;

  • traumas cirúrgicos.

Ele é definido como uma condição que afeta as pessoas que apresentam um nível de altura consideravelmente menor do que a média dos seres humanos.

É válido lembrar de que essa deficiência é um transtorno sério e merece devido tratamento e atenção. Não é só porque uma pessoa é considerada “baixinha” perto de seus colegas que têm uma estatura muito maior que ela será enquadrada no grupo.

O nanismo, quando associado à produção do hormônio GH, é um processo harmônico, ou seja, todos os órgãos da criança se desenvolverão proporcionalmente, já que o problema está na produção do hormônio como um todo e não apenas nas cartilagens dos braços ou das pernas (que é o que ocorre nos casos de anões acondroplásicos).

Uma criança que tem nanismo não necessariamente nasce com a altura reduzida, isso depende muito de onde se encontra a produção do GH, ou seja, a causa que desencadeou a baixa elaboração do hormônio. De toda forma, é possível perceber a condição ainda muito cedo, o que é importantíssimo e vai garantir uma eficácia maior do tratamento.

Uma boa forma de perceber um possível quadro consiste, primeiramente, em analisar a velocidade do crescimento da criança e a observação constante. Se ela cresce muito devagar, é válido consultar um pediatra. Comparar a altura com a média da população de crianças também é uma opção considerável, principalmente caso a questão do tempo de crescimento já seja um fator aparente.

O tratamento intensivo com o hormônio é mais comum na infância, logo ao perceber a falta de produção do mesmo. Em média, o tratamento é realizado a partir da reposição do GH até, mais ou menos, os 16 anos, que é quando as crianças ainda têm suas cartilagens de conjugação fechadas.

Existe tratamento do GH em adultos?

Por mais que as crianças componham o principal grupo a ser tratado com a reposição do hormônio, é importante destacar que a suplementação dele é necessária durante toda a vida para que, dessa forma, a construção dos organismos dos adultos continue sendo realizada.

Existem casos onde o adulto atingiu a altura normal de crescimento, porém sofreu com a falta do hormônio em algum momento da vida. A questão da radiação ou traumas cirúrgicos são exemplos disso.

Alguns dos sintomas que podem apontar a síndrome de deficiência do GH são:

  • aumento da massa de gordura ao mesmo tempo em que a massa magra diminui;

  • descalcificação dos ossos;

  • aumento do colesterol;

  • aumento dos triglicérides;

  • intolerância à glicose;

  • diabetes.

Existem inúmeras pessoas que utilizam o hormônio para tratamentos estéticos e exageram na dose. É fundamental frisar que, antes de realizar qualquer uso do hormônio enquanto suplementação, deve-se procurar um profissional capacitado que consiga entender a origem da necessidade desse uso e se isso é viável para o perfil do paciente.

Atualmente, o hormônio só pode ser adquirido com prescrição médica.

O uso gera efeitos colaterais?

Quando o hormônio é usado em níveis recomendados e um bom acompanhamento médico é realizado, é possível dizer que existem poucos efeitos colaterais. O principal efeito percebido em adultos é a retenção de líquido, que gera alguns pequenos desconfortos, como inchaço, dores musculares ou nas articulações e formigamentos.

De qualquer forma, logo ao relatar o problema para o profissional responsável, já é possível entrar com alternativas que entram para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Como estimular a produção natural do hormônio pelo organismo?

Já que o uso do hormônio enquanto suplementação é estritamente recomendado para pacientes que precisam mesmo de reposição, não se preocupe: existem maneiras 100% naturais de estimular a produção pelo organismo e garantir todos os benefícios que ele pode trazer para uma pessoa, como você poderá ver a seguir.

Capriche nos exercícios anaeróbicos e na musculação

A produção do hormônio de crescimento é estimulada na medida que exercícios anaeróbicos são realizados de forma intensa e em uma pequena quantidade de tempo. Você pode realizar isso a partir dos exercícios intervalados.

Faça isso com a musculação também, mantendo a alta intensidade. O recomendável é se exercitar por até 45 minutos, já que, mais do que isso pode gerar estresse muscular e estimular a produção de cortisol, que prejudica a produção do GH.

Faça um repouso adequado

O hormônio do crescimento é liberado com mais frequência e intensidade durante o sono, mais especificamente no sono profundo. A melatonina, que é produzida nesse período de repouso, é um dos fatores que influenciam nessa produção.

Para melhorar a produção de melatonina, a exposição ao sol é muito importante. Fique de olho apenas nos horários indicados, a fim de não viver as dores que envolvem o excesso dessa atividade, como a insolação.

Depois de aproveitar a luz do dia, durma em um ambiente extremamente confortável (e o mais escurinho possível).

Evite carboidratos com alto índice glicêmico

Este tipo de alimento é categorizado como aquele que libera a glicose no sangue de forma rápida. Isso faz com que eles transformem essa glicose em gordura, o que pode ser muito prejudicial em diversas áreas da saúde de uma pessoa. Geralmente, os carboidratos de alto índice glicêmico são ricos em farinha branca e açúcar refinado.

Eles inibem a produção do hormônio do crescimento, ou seja, é recomendável evitar o consumo. Uma dica legal é optar pelos alimentos mais nobres, como as frutas e as raízes. Portanto, foque nas proteínas e nos aminoácidos.

Esqueça dos produtos com muita química

O hormônio do crescimento produzido pelo cérebro alcança o fígado e ali trabalha muito. Quando, entretanto, uma pessoa está repleta de química dentro do corpo, o fígado é justamente o órgão responsável por desintoxicar os elementos prejudiciais, o que afeta a produção do GH.

Dessa forma, diminua ao máximo o consumo de produtos com alto índice químico como certos tipos de desodorantes, shampoos, perfumes etc.

Tente não comer muito carboidrato após as 18 horas

Quando comemos carboidrato após as 6 horas da tarde (principalmente quando o consumo é elevado), as taxas de glicose aumentam no organismo. Elas interferem na produção do hormônio do crescimento, ou seja, tente não manter os níveis de glicose muito altos.   

Como o GH pode ajudar nos treinos?

É possível dizer que o GH tem função estética de forma indireta. Como já falamos diversas vezes no texto, e é válido abordar novamente, utilizar o hormônio do crescimento sem prescrição médica é perigoso. Isso não significa, porém, que não é possível utilizar dos seus benefícios em treinos (como a hipertrofia) de uma maneira saudável e não agressiva dessa forma.

Proteínas e aminoácidos em geral são responsáveis por aumentar a produção do hormônio no corpo. Sabemos, então, que o Whey Protein é riquíssimo em concentração dessas macromoléculas e entra como ajuda no processo. O BCAA também, já que os dois suplementos são os principais usados no processo de perda de massa magra.

O Whey e o BCAA são opções tão boas pelo simples fato de que seria muito difícil chegar na concentração de proteínas que o organismo precisa apenas com as refeições diárias de uma pessoa. Para alcançar os resultados de forma mais rápida e otimizada, a suplementação é extremamente válida.

O uso gera efeitos colaterais?

Mais importante do que administrar um suplemento é saber “em qual barco” você está. Os efeitos colaterais são importantíssimos para que aquelas reações indesejadas não apareçam e peguem você de surpresa.

Sabendo disso, veja a seguir os efeitos colaterais para pessoas que abusam do hormônio (principalmente com fins estéticos):

  • hipertensão intracraniana;

  • diabetes;

  • hipertensão arterial;

  • diminuição da produção natural do GH pelo organismo.

É realmente muito importante ressaltar que, quando o uso do hormônio é administrado por pessoas que estão muito focadas apenas no lado estético, as chances de o efeito se transformar em algo reverso e perigoso são muito maiores. Lembre-se sempre do famoso acompanhamento médico!

Como funciona a modulação hormonal bioidêntica?

Já que falamos sobre um hormônio muito importante no organismo de uma pessoa e que é utilizado de maneira externa (alheio a produção natural) também , é importante abordar um outro tópico raramente conhecido pela população em geral: a modulação hormonal bioidêntica.

Por muito tempo, a Terapia de Reposição Hormonal era o processo mais usado em tratamentos para a falta de algum hormônio no corpo. Um problema encontrado pela comunidade médica, porém, é que muitas vezes o problema não era a falta, mas sim o excesso e, em outras, a questão acontecia por fatores indiretos, como problemas com os receptores dos hormônios.

Dessa forma, tanto o processo quanto a nomenclatura se tornaram errados, já que em inúmeros casos a “reposição hormonal” não bastava ou não se encaixava naquele caso em específico.

Foi desenvolvido, então, um termo chamado de “modulação hormonal bioidêntica”. O tratamento é mais completo e não visa apenas a uma simples reposição do hormônio, mas sim um estudo de caso completo que tende a encontrar maneiras integradas de resolver um único problema.

Sabendo disso, a modulação hormonal não está restrita à sala de consultório do médico que vai prescrever a substância necessária. O tratamento é integrado com outros profissionais, como nutricionistas, fisioterapeutas, professores de educação física, personal trainers e até psicólogos, que atuarão em conjunto.

É possível perceber a importância dessa modalidade de tratamento na medida em que os níveis baixos de GH não são um problema estritamente hormonal, mas sim, algo contextualizado junto a inúmeros hábitos diários e fatores externos.

Agora que você já conferiu o nosso conteúdo, está esperando o que para compartilhá-lo nas redes sociais? Mostre para todo mundo que você sabe tudo sobre o hormônio GH!