Descubra quais são os hormônios mais associados à atividade física

Os exercícios físicos provocam estímulos no nosso corpo durante o treino para alcançar músculos maiores ou um shape definido. Mas algo que é fundamental neste processo e é frequentemente ignorado são os hormônios. São eles quem vão fazer o nosso metabolismo agir da forma correta, melhorando o nosso desempenho. 

O nosso corpo produz diferentes tipos de hormônios e todos eles têm uma função específica para o funcionamento do nosso organismo. Conhecer como eles atuam é muito importante para identificar como melhorar e alcançar resultados duradouros e saudáveis. 

Pensando nisso, este artigo aborda quais são os tipos de hormônio que tem relação direta com o bem-estar e o desenvolvimento durante o treino. Além disso, explicamos quais são os benefícios e como eles ajudam você a ter uma melhor performance. Confira!

O que são hormônios e qual a sua importância para o desenvolvimento corporal?

Os hormônios são as substância químicas geradas pelo nosso organismo, principalmente, pelas glândulas, tecidos e neurônios. Eles são responsáveis por equilibrar as funções biológicas do corpo e também por manter o metabolismo ativo, pelo crescimento e sexualidade dos indivíduos. 

A maioria dos hormônios são originários das glândulas do sistema endócrino, como hipófise, tireoide, paratireoides, pâncreas, suprarrenais e glândulas sexuais. Somente elas são responsáveis por produzirem mais de 50 tipos de hormônios. 

Os hormônios têm uma relação direta com o bem-estar e o desenvolvimento corporal. A própria atividade física influencia na resposta que o nosso organismo pode desenvolver frente aos estímulos provocados pela atividade física. Isso porque, a intensidade e o tempo de duração induzem o nosso corpo a uma ação. 

Quanto mais intenso, mais longo e mais frequente é o exercício maiores serão os estímulos provocados no nosso sistema endócrino. O organismo tende a sofrer adaptações com o passar das semanas, meses e anos de treino e grande parte destas respostas adaptativas podem ser mediadas pelo exercício físico.

Dessa forma, os hormônios são fundamentais para alcançar um bom rendimento na academia. Eles controlam o cansaço e a força muscular. Além disso, são responsáveis pelo equilíbrio dos níveis de gordura corporal, como colesterol, triglicerídeos e diversas outras doenças que podem afetar a performance. 

Quais são os tipo de hormônios e qual sua relação com o treino?

A prática regular de exercícios físicos provoca respostas hormonais de influência fisiológica e psicológica. Quando executamos a atividade física de forma correta, isto é com acompanhamento de um profissional para determinar a intensidade, tipo e tempo, nossos hormônios agem em conjunto, proporcionando força física e mental para o treino. 

A seguir listamos os principais tipos de hormônios, sua relação com o exercício física e seus benefícios. Confira!

Hormônio do crescimento (GH)

O hormônio do crescimento é um dos principais agentes moduladores do metabolismo durante o exercício físico. E, apesar de ser atribuído a inúmeros efeitos anabólicos sobre a massa muscular, é preciso entender que o seu efeito é agudo e de curto prazo, por isso é fundamental desenvolver estratégias de treino associadas à uma dieta saudável que aumentem a produção de GH. 

Os benefícios de tal hormônio para quem é atleta amador ou profissional é que ele aumenta a síntese protéica, a captação de aminoácidos e reduz a quebra de proteínas. Além de, elevar a utilização de lipídios e diminuir a utilização de glicose para obtenção de energia. Tudo isso ajuda no crescimento tecidual e da cartilagem do osso. 

Hormônio tíreo-estimulante, tireotropina ou TSH

O TSH é responsável por controlar a quantidade absorção de iodo pela glândula tireoide e, por consequência, a secreção de seus hormônios tiroxina e triiodotironina. De uma maneira simplificada, o TSH aumenta o metabolismo da pessoa. Assim, como GH, a produção do hormônio TSH também cresce conforme a intensidade do treino. 

O TSH aumenta a síntese protéica, o tamanho e o número de mitocôndrias, a atividade contrátil do coração e permite a absorção rápida de glicose pelas células. Ele também incrementam a glicólise, gliconeogênese e a mobilização de lipídios. 

Catecolaminas ou adrenalina 

É o hormônio responsável pelo aumento da taxa metabólica, da liberação de glicose e de ácidos graxos livres no sangue. Durante a atividade física a adrenalina é liberada para que o corpo esteja apto a responder as ações que os exercícios físicos vão provocar. Assim, a catecolaminas disponibiliza energia para os músculos, por meio da queima de gordura

ela acelera a queima de gordura e libera a energia para os músculos. 

Além disso, ela desempenha outras funções importantes como o aumento da força de contração do coração, vasodilatação nos músculos em exercício e vasoconstrição em vísceras e na pele. Sem contar que a adrenalina, aumenta a respiração e a pressão arterial. 

Endorfina

Este hormônio já é bem conhecido pelo público em geral, por provocar a sensação de recompensa e bem-estar no organismo. Ele é produzido em grandes quantidades durante atividades prazerosas. Seus principais efeitos são relaxamento, alívio e contentamento generalizado. 

O seu benefício é que quando liberada pelo corpo, a endorfina aumenta a disposição física do indivíduo, permitindo um maior aproveitamento do treino. Ela também melhora a resistência imunológica e reduz a percepção de esforço, o que também é vantajoso para quem treina. 

Glucagon ou insulina 

A sua função é aumentar a concentração de glicose no sangue. Em dietas de jejum ou em exercícios físicos as células são estimuladas a liberaram primeiro o glucagon e logo em seguida a glicose na corrente sanguínea. 

À medida que o treino vai ficando mais intenso os níveis plasmáticos de glicose vão diminuindo e os de glucagon vão aumentando. Quanto maior o tempo do exercício, maior será a liberação de glucagon, em contrapartida em atividades moderadas de curta duração há uma diminuição dos níveis deste hormônio. 

Testosterona

A principal característica do hormônio da testosterona são as suas funções espermatogénese e o desenvolvimento de característica sexuais secundárias, como músculos, pêlos corporais e a voz grave. Muitas pessoas procuram este hormônio como auxílio para retenção de proteínas e desenvolvimento de massa muscular.

Um ponto que merece atenção é que o exercício físico não proporciona aumentos extrafisiológicos para testosterona. Ocorre sim um aumento agudo, mas esta elevação não pode ser considerada um elemento extra, ela não pode ser modificada pelo tipo de exercício praticado. 

Portanto, ir para academia só por ir não causa benefício nenhum. É preciso criar um conjunto de estratégias que vão desde treino, alimentação até mesmo o conhecimento dos tipos de hormônios que se relacionam com o seu objetivo. Para isso, é fundamental procurar uma orientação médica, nutricional e de um profissional de educação física. 

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