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Cortisol alto: entenda o que é, quais são as causas e sintomas

O cortisol é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo e apresenta várias funções primordiais para o seu bom funcionamento. Alguns deles são a redução de inflamações, promoção de energia muscular, controle do estresse, estabilização da pressão arterial e níveis de glicose no sangue.

O desequilíbrio desse hormônio pode ser danoso para a sua disposição, sua massa muscular e até mesmo a sua saúde mental. Você sabe o que isso quer dizer? E o que seu treino tem a ver com isso?

Neste post você vai entender melhor quais são os riscos do cortisol alto, conhecer seus sintomas e ainda saber o que pode ser feito para prevenir esse quadro. Acompanhe!

  1. O que é o cortisol alto?
  2. Quais são as causas do cortisol alto?
  3. Cortisol alto: sintomas
  4. Quais os malefícios causados pelo cortisol alto?
  5. Como é feito o diagnóstico de cortisol alto?
  6. Quais são as principais formas de tratamento?
  7. Como prevenir o cortisol alto?

O que é o cortisol alto?

O cortisol atua no organismo com picos em determinados horários. Normalmente, seus níveis são mais elevados durante um esforço físico e pela manhã, quando o corpo precisa de um impulso para se levantar da cama e começar mais um dia. Durante a tarde até o começo da noite, os níveis desse hormônio caem gradativamente (caso uma pessoa durma durante o dia e trabalhe a noite, este ciclo se reverte).

O cortisol alto é uma condição que aparece quando os níveis desse hormônio não diminuem naturalmente ao decorrer do dia. Este desequilíbrio ocasiona efeitos negativos para a saúde, já que prejudica a absorção de vitaminas e minerais.

Isso acontece porque esse hormônio é capaz de se comunicar com certas enzimas digestivas. Ele sinaliza para o organismo que a alimentação não é uma prioridade no momento, reduzindo a secreção dessas substâncias no intestino, estômago, fígado e pâncreas. Você pode sentir isso na prática, com aquela sensação de “comida entalada” quando alguma situação desagradável acontece durante ou logo após uma refeição.

Quais são as causas do cortisol alto?

O alto nível de cortisol pode apresentar diversas causas. Por ser conhecido como o “hormônio do estresse”, alguns fatores que podem desencadeá-lo são o acúmulo de tensões, situações desgastantes do dia a dia, treinos excessivos, sono insuficiente e dietas pouco flexíveis.

O consumo de alguns medicamentos também podem desequilibrar a produção desse hormônio, como anticoncepcionais, corticoides, anfetaminas e estrogênio. Em casos mais raros, pequenos tumores e doenças, como a Síndrome de Cushing, também estimulam as glândulas suprarrenais a produzirem mais cortisol.

Cortisol alto: sintomas

Ganho rápido de peso

Os níveis mais altos de cortisol no organismo estimulam o apetite, aumentando o desejo de consumo de doces e outros alimentos calóricos. Uma característica deste sintoma a ser destacada é a dificuldade para emagrecer e o acúmulo de gordura, sobretudo na região abdominal.

Fraqueza muscular

Se os seus treinos não são mais os mesmos, saiba que uma das consequências do excesso de cortisol é a queda nos índices de testosterona (que também é responsável pelo ganho de massa muscular).  O hormônio também apresenta uma ação catabólica no organismo, ou seja, quebra os tecidos musculares.

Insônia

Já que os níveis de cortisol tendem a cair durante o dia para que você possa ter uma boa noite de sono, é comum que as pessoas que sofrem com o excesso desse hormônio tenham dificuldades para dormir, por mais que se sintam exaustas. Entre as consequências negativas estão o cansaço, a irritabilidade e a falta de disposição para as atividades do dia a dia.

Piora da imunidade

O cortisol alto pode desequilibrar os mecanismos de autodefesa, reduzindo também o nível de citocinas pró-inflamatórias do organismo. Isso o torna mais vulnerável a doenças, inflamações e cicatrização mais lenta de feridas. Com o tempo, as glândulas adrenais acabam sobrecarregadas e o cérebro também se torna mais sensível à dor.

Quais os malefícios causados pelo cortisol alto?

Em geral, a produção de cortisol aumenta em situações de estresse físico ou psicológico. Isso ocorre para que, a curto prazo, sua função seja manter o trabalho constante do corpo, garantindo uma redistribuição de energia que privilegie os órgãos vitais.

Nesse sentido, o cortisol alto pode ocasionar a aceleração dos batimentos cardíacos, reduzir a capacidade de utilização de glicose por tecidos periféricos, prejudicar a produção de colágeno e da matriz óssea, favorecer o catabolismo proteico e a liberação de adrenalina na circulação sanguínea, aumentando o risco de pressão alta.

As pessoas que já se encontram em condições de hipertensão, obesidade e hiperglicemia enfrentam um risco ainda maior de sofrer uma síndrome metabólica.

Como é feito o diagnóstico de cortisol alto?

Medir a concentração de cortisol no organismo é simples. Para isso, basta um simples exame de sangue, urina ou saliva. Todos são confiáveis, mas é preciso levar em conta que os valores de referência podem variar durante o dia.

  • Entre 7 e 9 da manhã: 100 a 750 ng/dL.
  • Entre 3 e 5 da tarde: menor que 401 ng/dL.
  • Entre 11 da noite e meia-noite: menor que 100 ng/dL.

Quais são as principais formas de tratamento?

Um médico endocrinologista deverá avaliar as causas do cortisol alto e indicar o melhor tratamento. Em geral, se esse desequilíbrio é causado pelo consumo de corticoides, seu uso deve ser reduzido gradativamente até ser eliminado.

Por outro lado, quando a causa é mais grave, o tratamento pode ser feito com uso de medicamentos para controlar o desequilíbrio, como aminoglutetimida ou metiparona. Pacientes com tumores normalmente passam por uma cirurgia simples de retirada.

Como prevenir o cortisol alto?

Os níveis de cortisol estão diretamente relacionados ao estado emocional. Por isso, uma boa forma de controlá-lo é tratar o estresse e a ansiedade, priorizando as atividades de lazer, o descanso e a higiene mental.

Além disso, uma dieta apropriada pode ser importante para controlar os níveis de açúcar no sangue e evitar a instabilidade emocional. Inclua alimentos como ovos, laticínios, aveia, amêndoas, peixes, sementes de linhaça e chia em sua alimentação. Por fim, conte com a atividade física para manter os seus níveis de serotonina e outros hormônios que promovem o bem-estar, sem exagerar na intensidade ou frequência dos treinos.

Como você pode ver, o cortisol é um hormônio que prepara o corpo para lidar com situações adversas. Embora ele seja de grande importância para o funcionamento do organismo, níveis muito altos da substância podem trazer diversas consequências negativas.

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