Perigos do overtraining: como usar a Glutamina corretamente

Overtraining: aprenda a evitá-lo com uso correto da glutamina

Overtraining pode ser evitado com bom uso de Glutamina.
Overtraining pode ser evitado com bom uso de Glutamina.

Glutamina é um aminoácido classificado pela nutrição como “condicionalmente essencial”, no músculo esquelético assim como no plasma sanguíneo é o aminoácido mais abundante, pois sua utilização é essencial em muitas vias metabólicas.

Este nutriente vem sendo usado por atletas de diversas modalidades esportivas devido ao aumento na demanda por este nutriente em diversas células e tecidos do corpo, glutamina é utilizada em grande escala pelo fígado, célula do sistema imune, intestino, células pancreáticas e alguns neurônios específicos.

Pesquisadores observaram que as concentrações deste nutriente encontram-se muito reduzidas ao final de exercícios intensos e/ou prolongados o que levou a buscar alguma relação entre tal redução na concentração e um fenômeno conhecido como overtraining.

Glutamina e o overtraining

A manutenção de níveis adequados de glutamina é fundamental para preservar o equilíbrio do sistema imunológico. Algumas células de defesa usam altas taxas deste aminoácido para favorecer a proliferação destas células. Além disso, eventos cirúrgicos, queimaduras, HIV, câncer e exercícios físicos intensos e prolongados são algumas situações em que se observa maior demanda do que a produção do organismo pode atender.

A ciência esportiva vem usando a suplementação de glutamina buscando reestruturar o sistema imunológico após períodos de exercício exaustivo, glutamina ainda proporciona melhora na síntese proteica, redução da proteólise (preservação da massa muscular) e recomposição do glicogênio muscular. Observamos redução das concentrações de glutamina em um fenômeno chamado de overtraining onde ocorre redução do desempenho atlético, elevado catabolismo muscular. Este fenômeno pode reduzir a resistência da célula a lesões, levando a processos de apoptose celular.

Surgimento do overtraining

As principais hipóteses para o surgimento de overtraining são:

  • Lesão, inflamação e citocinas;
  • Redução dos estoques muscular e hepático de glicogênio;
  • Diminuição da disponibilidade de glutamina durante o exercício;

Segundo pesquisadores a redução na concentração de glutamina plasmática pós-exercícios é responsável pela supressão da resposta imune, aumento da taxa de infecções observadas no fenômeno de overtraining.

Em pesquisa realizada por Parry-Billings e colaboradores, compararam as concentrações plasmáticas de glutamina em três grupos de indivíduos, incluindo atletas de elite com sintomas de overtraining. Como resultado, os autores observaram redução significativa deste parâmetro entre os atletas com sintomas de overtraining em comparação aos outros dois grupos que não apresentavam nenhum sintoma.

Kingsbury e colaboradores acompanharam atletas de elite durante o período pré-olímpico e imediatamente após o término das olimpíadas. Os atletas que demonstraram sinais e sintomas de fadiga crônica durante a fase de treinamento também apresentaram concentração de glutamina plasmática abaixo dos valores considerados normais

A partir destes resultados podemos notar que a redução das taxas de glutamina não são a causa primária do overtraining, mas que tais alterações na concentração podem representar importante indicador, ficando assim indicado a suplementação com glutamina para aqueles indivíduos que possuem rotina de atividades físicas intensas.

Quando consumir glutamina para evitar overtraining

Conforme observamos nas informações acima as taxas de concentração de glutamina plasmáticas são reduzidas após os exercícios, desta forma o melhor horário para suplementação com glutamina será imediatamente ao final do treino. A combinação deste aminoácido com proteínas de rápida digestão com alto valor biológico como whey geram efeitos importantíssimos para a recuperação do organismo pós-esforço físico.