6 histórias de superação no esporte que você precisa conhecer

Ser campeão é o sonho de todo atleta, mas isso não é tarefa fácil. Para a maioria dos esportistas, o caminho para chegar ao pódio de suas modalidades é cercado de obstáculos. Apenas aqueles que se dedicam ao máximo, têm disciplina e empenho conseguem chegar à elite dos atletas profissionais.

A seguir, selecionamos 6 histórias de superação no esporte para você se inspirar e construir a sua própria narrativa. Conheça cada um deles e saiba como eles venceram todos os obstáculos para chegar ao topo. Acompanhe!

1. Dani Piedade (Handebol)

Em 2012, a pivô da seleção brasileira de handebol Daniela Piedade sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) durante um treino para um amistoso contra a seleção da Eslovênia. A jogadora apresentou dificuldade para falar e, alguns minutos depois, perdeu a consciência e desmaiou.

Dani precisou ficar internada por dez dias e teve sequelas na fala por mais de um mês. O que para muitos poderia significar o fim da carreira, para a atleta foi o começo de uma nova história.

Um ano e dois meses após o seu acidente, Dani ajudou a seleção brasileira de handebol a conquistar o seu primeiro título mundial. Em entrevista ao Globo Esporte, a jogadora contou que “voltar a jogar, para mim, foi um milagre. Tudo isso me assustou muito. Posso dizer que nasci de novo”.

2. Ronaldo (Futebol)

Um dos maiores jogadores de futebol da história do Brasil, Ronaldo Fenômeno teve sua carreira marcada por graves lesões. A primeira delas foi em abril de 2000, quando rompeu o tendão e os ligamentos do joelho direito durante uma partida pelo Inter de Milão. Embora essa não tenha sido a sua primeira lesão no joelho, foi a mais grave.

Contrariando todas as expectativas médicas, Ronaldo não só teve uma excelente recuperação, como também disputou a Copa do Mundo de 2002 — ano em que o Brasil conquistou o penta. Neste mesmo ano, foi eleito o melhor jogador do mundo.

Além do drama do joelho, em 2006, Ronaldo precisou passar por mais duas cirurgias de raspagem de duas calcificações no osso da tíbia da perna esquerda. Nessa época, ficou um mês e meio sem poder jogar. Em 2008, quando jogava pelo Milan, um pesadelo similar ao de 2002 acontece: uma lesão no tendão patelar do joelho esquerdo.

Dessa vez ninguém acreditava que o jogador pudesse voltar ao campo, mas Fenômeno mais uma vez contrariou todas as expectativas e em 2009 foi contratado como atacante do Corinthians. Ronaldo se tornou um símbolo brasileiro, e inclusive foi o protagonista de uma peça publicitária da campanha do governo, cujo slogan era “Brasileiro não desiste nunca”. A música tema era “Tente outra vez”.

3. Rafaela Silva (Judô)

A judoca Rafaela Silva foi desclassificada nas oitavas de final dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, por ter feito um movimento ilegal contra a húngara Hedvi Karakas. A atleta brasileira teve as suas redes sociais inundadas de comentários depreciativos e racistas.

Na época, a judoca tinha apenas 20 anos e enfrentou um quadro de depressão, e até mesmo pensou em largar o judô. Mas resistiu, e teve a sua história de superação no esporte. No ano seguinte, Rafaela conquistou o título mundial da categoria até 57 quilos.

Em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio, ela mostrou todo o seu talento e conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nas Olimpíadas daquele ano. Rafaela foi aclamada pelo público e se tornou uma referência feminina no esporte.

4. Diego Hypólito (Ginástica Artística)

Diego Hypólito era o atual bicampeão mundial do solo de ginástica artística quando chegou a Pequim para disputar os Jogos Olímpicos de 2008. Mas, o sonho de chegar ao pódio não se realizou naquele ano. Na final, o ginasta caiu sentado, sua queda virou piada e ele ficou sem medalha.

Em 2012 recebeu uma nova chance, mas já não era mais o favorito. Novamente, Hypólito caiu e dessa vez não foi nem na final. O ginasta recebeu uma chuva de críticas e virou piada.

Quatro anos depois, nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, sem favoritismo e considerado velho para ginástica artística, Hypólito surpreendeu a todos. O ginasta se recuperou e fez uma excelente apresentação que lhe garantiu a medalha de prata, e mostrou ao mundo que ele estava pronto para deixar para trás o sofrimento esportivo dos anos anteriores, e também pessoal, pois nessa mesma época o atleta revelou que sofreu abuso na infância.

5. Jaqueline (Vôlei)

Em 2002, Jaqueline foi convocada para a seleção juvenil de vôlei e foi eleita a melhor jogadora do Campeonato Mundial. Mas um incidente a obrigou a abandonar as quadras por um período.

A jovem jogadora rompeu uma veia da mão direita, e ela entupiu e provocou uma trombose. No hospital, disseram que seria preciso amputar o braço, para que o problema não chegasse ao coração. Os médicos não sabiam dizer o que exatamente havia causado o problema. Mais tarde, Jaqueline descobriu que a rápida migração da categoria de base para a profissional provocou muitos impactos no seu corpo.

Anos mais tarde, como jogadora da seleção brasileira de vôlei feminino, Jaqueline sofreu uma lesão incomum à modalidade dela, na estreia dos Jogos Pan-Americanos de 2011. Durante o jogo contra a seleção da República Dominicana, em uma trombada com outra jogada ela teve uma concussão cerebral e fratura em duas vértebras. O diagnóstico apontava que a atleta precisaria de pelo menos dois meses sem jogar.

Em 2012, nos Jogos Olímpicos de Londres, Jaqueline voltou às quadras e conquistou sua segunda medalha de ouro olímpico. No ano seguinte, no Campeonato Mundial, a jogadora subiu ao pódio mais uma vez e conquistou o bronze.

6. Daniel Dias (Natação)

Daniel Dias nasceu com má-formação congênita dos braços e da perna direita. No entanto, sua limitação física não o impediu de ter uma vida o mais próxima do normal possível. Na infância, ele adorava brincar com as outras crianças — e chegou a quebrar as suas próteses algumas vezes.

Já adulto, Daniel se tornou o maior nadador paralímpico de todos os tempos. Ele conquistou 24 medalhas em três edições dos Jogos Olímpicos. Aos 30 anos, o atleta promete aumentar a sua coleção nos Jogos de 2021, em Tóquio.

Todas essas histórias de superação no esporte mostram o quanto a persistência e a disciplina são importantes para alcançar o sucesso. E, mesmo que a sua rotina seja completamente diferente da desses atletas, o que você pode levar como inspiração é o objetivo de vencer, a força de vontade e a persistência em tentar mais uma vez.

Gostou de conhecer algumas das principais histórias de superação do esporte brasileiro? Então, compartilhe este post nas suas redes sociais para que seus amigos também as conheçam!