Afinal, adolescentes podem tomar suplementos?

Com as mudanças que acontecem durante a fase da adolescência, é muito comum surgir maiores preocupações com o corpo, com a estética e com as opiniões alheias. Comparações são inevitáveis e são o que levam boa parte dos jovens a frequentarem academias e procurarem treinos de musculação, crossfit, danças e outras modalidades.

Junto da prática de exercícios, alguns sentem a necessidade ou desenvolvem interesse em conhecer o que o suplemento pode fazer para melhorar o desempenho e trazer os resultados mais rapidamente.

Só que nem sempre consultam nutricionistas para fazer a melhor escolha e avaliar a real necessidade da suplementação.

Bom, pensando nos efeitos para a saúde, o tema é suplementos para adolescentes! Selecionamos algumas informações importantes sobre o tema e vamos esclarecer se suplementos são mesmo indicados para a faixa etária, quais os cuidados e os suplementos mais indicados. Confira mais!

Qual é o papel dos suplementos?

A primeira informação que temos que esclarecer é o porquê de se consumir suplementos. Basicamente, eles são consumidos por via oral e só são incluídos na alimentação para completar a dieta que de alguma forma está deficiente.

As deficiências dietéticas mais comuns são observadas no consumo dos micronutrientes, vitaminas e minerais. Já a quantidade de calorias, quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras também são muito comuns e limitam o desenvolvimento dos indivíduos.

No primeiro caso, suplementos como Whey Protein, BCAA, Creatina, Glutamina e Albumina são os mais procurados. Aqui, chegam para fornecer nutrientes que a pessoa não consome em quantidade suficiente.

Para as vitaminas e os minerais, os multivitamínicos são os mais completos e mais requisitados, junto de vitaminas C, D e do complexo B. Os suplementos também têm o papel de fornecer nutrientes de maneria estratégica, considerando que o seu formato pode oferecer vantagens. Alguns dos pontos mais interessantes são: maior eficiência na absorção e maior ou menor velocidade de absorção.

Bom, tendo em vista que o suplemento chega para complementar a alimentação e suprir faltas do organismo, que garantem um bom funcionamento, uma melhor performance e um resultado ainda melhor para atletas e não atletas, não tem como encontrar as carências nutricionais sem consultar o profissional especializado no assunto.

Por isso, o acompanhamento feito constantemente com um nutricionista é a única indicação. Só assim para saber se você precisa de algum produto e qual é o melhor, além de ser fundamental para saber as dosagens corretas, os horários que devem ser consumidos e estabelecer um plano alimentar combinado para atingir objetivos como ganho de massa e emagrecimento.

Os produtos em pó, em capsulas e em tabletes, por exemplo, podem ter duas funções basicamente: 

  • Fornecer nutrientes que o individuo não consegue consumir ou consome em quantidade insuficiente através da dieta (ou seja, complementar uma dieta insuficiente). 
  • Fornecer nutrientes que são obtidos através da dieta, mas que, quando estão na forma de suplementos, podem oferecer algum beneficio extra,  como a maior ou menor velocidade na absorção e mais eficiência na absorção. 

No primeiro caso, o suplemento chega para combater uma carência e entra como auxiliar da dieta, já no segundo caso, a busca por uma melhor performance e qualidade de vida é uma vantagem estratégica garantida pelos suplementos alimentares, incluindo durante a fase da adolescência. 

Afinal, adolescentes podem tomar suplementos?

Sem dúvida, os suplementos podem ser utilizados por adolescentes quando o assunto é carência na dieta. Mas quando o assunto é melhorar o desempenho físico e competitivo, a resposta é variável.

Ainda não existem tantos estudos dentro da temática, mas a opinião de profissionais da área é de que cada caso é um caso e que a obrigatoriedade só é constatada por nutricionistas. É inegável que boa parte dos adolescentes que frequentam academias e fazem uso de suplementos o faz por indicação de amigos, conhecidos e técnicos, que são, de longe, fontes nada confiáveis sobre o assunto, de forma geral.

O principal problema disso é tentar compensar uma dieta pobre e inadequada. Outro fator de muita importância é que a maioria dos estudos é feita em adultos, ou seja, ainda não sabe-se dos detalhes e dos efeitos do suplemento, em relação às mudanças físicas e hormonais que ocorrem na puberdade.

Entretanto, a resposta é sim, adolescentes podem tomar suplementos. Mas não é tão simples, qualquer indicação deve partir de nutricionistas e todo o processo e os resultados devem ser acompanhados de perto.

É bom considerar que a suplementação correta pode ter papel fundamental para o crescimento e para a manutenção da saúde dos adolescentes. Sem contar que o risco de lesão durante a prática esportiva pode diminuir bastante.

Por fim, a orientação nutricional pode trazer benefícios para a vida toda, ajudando a pessoa, desde a adolescência, a criar hábitos corretos e equilibrados, que podem diminuir fatores de riscos relacionadas à doenças afetadas pelo estilo de vida.

Quais são os suplementos mais indicados?

Entre as ofertas mais comuns, os suplementos alimentares prometem melhorar a recuperação pós-treino ou atividade física, promover a queima de gordura por preservar os músculos como fonte energética, aumentar a síntese proteica e com isso, a massa muscular, diminuir os riscos de doenças e melhorar o desempenho geral em qualquer modalidade escolhida.

Confira a lista:

1. Whey Protein e suplementos proteicos

O Whey também é o preferido dos adultos e entra na suplementação juvenil como suporte para favorecer o trabalho de anabolismo muscular e na manutenção de todo o tecido muscular.

Feitos do soro do leite, existem vários tipos de Whey — explicamos mais sobre os seis tipos da Growth Supplements em outro post —,  essa proteína é capaz de oferecer boas quantidades de proteínas de alto valor biológico e são relacionadas a uma melhor absorção de micronutrientes (vitaminas e minerais).

Outros suplementos proteicos, como a Albumina, a Caseína, a Proteína Time-release e a Proteína de Carne, também podem ser indicados. No caso da Albumina, é considerado um dos suplementos mais naturais e com um ótimo custo-benefício.

2. BCAA

Os aminoácidos de cadeia ramificada, apesar de não serem sintetizados pelo corpo e serem chamados de essenciais, formam 35% dos aminoácidos essenciais da massa muscular. Para quem treina e tem objetivo de ganhar massa muscular, acertar na quantidade ideal de BCAA na alimentação é fundamental.

Os BCAAs são formados por isoleucina, leucina e valina e têm papel importante na manutenção da massa muscular, no fortalecimento do sistema imunológico, na diminuição da fadiga e no aumento da resistência.

3. Creatina

Esse é um dos suplementos mais estudados pelos nutricionistas e é relacionado ao aumento da massa muscular, da força e à melhora do desempenho físico. Por isso, um dos maiores mitos que envolvem a Creatina é que ela é para bodybuilders e para quem quer hipertrofiar. Bom, essa parte não é mentira, mas os efeitos positivos dessa amina pode ser usado para chegar em qualquer objetivo.

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte afirma a indicação da creatina para exercícios de alta intensidade que envolvam curtos períodos de tempo e nos quais predominem a utilização de fosfagênios (as segundas fontes de energia dos músculos, depois do ATP).

4. Vitamina D, Vitamina C (e outros)

Quando pensamos nas vitaminas e nos minerais, fazer generalização é ainda mais complicado, tendo em vista que as quantidades ideais e a necessidade só podem ser medidas com análises individuais.

vitamina D é um hormônio que está sendo cada vez mais estudado e se mostra como peça fundamental para o equilíbrio dos níveis de cálcio e de fósforo no sangue e para um esqueleto saudável. Sem contar com outras atribuições no sistema imunológico e na regulação de processos de multiplicação e diferenciação celular. Mas é bom lembrar que só é ativada se a pessoa tomar um pouco de sol!

A vitamina C, por sua vez, é uma das mais conhecidas. Ela está ligada à melhora no sistema imunológico também e, no esporte, ao combate dos radicais livres, com ação antioxidante e protetora das células.

O que muitos não sabem é que a vitamina C não é produzida pelo corpo e só é conseguida via alimentação, principalmente em frutas, como abacaxi, laranja, limão e manga, ou em suplementos.  

Para finalizar, as vitaminas do complexo B têm funções metabólicas e de extrema importância, especialmente para quem treina. A vitamina B6 é fundamental para a manutenção da síntese proteica, por exemplo, enquanto a B12 é essencial para manter o bom funcionamento do sistema nervoso e para as hemoglobinas.

5. Maltodextrina

A Maltodextrina é um carboidrato complexo e vem do amido de milho. Ela é bastante indicada para atletas de alta performance, por possuir um alto valor calórico e poder levar ao ganho de peso, caso não for tudo gasto durante a atividade física e passar a ser acumulado no organismo em forma de açúcar e, consequentemente, gordura.  

A maltodextrina tem papel importantíssimo na reposição da energia do tecido muscular, participando pontualmente na recuperação do glicogênio, além disso, ela garante uma força a mais durante a atividade física, propiciando treinos mais eficientes e preservando o músculo da fadiga.

Outras opções

Além dos suplementos que já citamos, a arginina, os ácidos graxos essenciais, a leucina e a glutamina podem ser utilizados, só dependendo da necessidade do jovem.

No caso da arginina, os benefícios estão voltados para a hipertrofia, mas há outras vantagens. Esse aminoácido é responsável pela melhor recuperação pós-treino, fora que aumenta a produção de óxido nítrico, aumenta a síntese do hormônio GH, melhora a imunidade e aumenta o calibre dos vasos sanguíneos.

Enquanto isso, os ácidos graxos são fontes de energia e ainda ajudam no transporte de vitaminas lipossolúveis e substâncias antioxidantes.

A leucina tem papel importante no estímulo à síntese proteica e à produção de insulina, resultando em uma recuperação muscular otimizada e em um aumento de força.

Por fim, a glutamina é um aminoácido condicionalmente essencial e sua atuação não restringe ao ganho de força ou ao crescimento muscular. A glutamina atua de forma ativa na melhora do sistema imune e do sistema gastrointestinal, sendo substrato energético para células do corpo todo.

Quais são os cuidados que devem ser tomados?

Mais uma vez, é bom deixar claro que os suplementos indicados aqui são apenas opções que devem ser avaliadas por nutricionistas e a escolha deve ser feita com o objetivo de cada pessoa em mente, além de outros fatores (genéticos e comportamentais, por exemplo).

Fora que, mesmo com a orientação certa, seguir as quantidades indicadas e os horários certos, manter a prática de exercícios físicos e caprichar na execução de cada exercício, não só na musculação, mas também nos esportes, nos exercícios funcionais e outras modalidades, é o que faz a diferença e que pode trazer resultados ainda melhores.

Outra dica é saber que os resultados só vêm com o tempo e que ações para tentar agilizar o processo, tanto de emagrecimento quanto de ganho de massa magra, podem ser prejudiciais a longo prazo. Foco e força de vontade são essenciais!

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