Como emagrecer? Entenda como se dá esse processo em nosso organismo

Não há como negar: emagrecer é um dos principais objetivos de homens e mulheres que frequentam academias por todo o país. No entanto, os problemas de saúde (como a obesidade) não só o único motivo para isso, viu? Afinal, muita gente está insatisfeita com o próprio físico, quer deixar de ser sedentário, busca mudar o estilo de vida e por aí vai.

Por isso, é fundamental entender como se dá esse processo para não buscar resultados mágicos ou surreais e o principal: ter uma evolução saudável respeitando as características e os limites do seu organismo. É por essa razão que preparamos um post respondendo as principais dúvidas sobre o assunto. Acompanhe!

Por que engordamos?

Tirando, é claro, os casos de ganho de peso rápido que acontecem por conta de doenças que desregulam o nosso organismo (como o hipotireoidismo, o diabetes e o lúpus), a maioria das pessoas engorda pelo mesmo motivo: o excesso de calorias em paralelo com a diminuição do gasto calórico.

Ou seja, se o indivíduo tem uma alimentação cheia de excessos e que não é adequada ao biotipo e às necessidades nutricionais dele, o corpo desse cara terá uma quantidade de calorias acima do que, de fato, precisa para funcionar regularmente. Como resultado, elas se converterão na famosa gordura que tira o sono de tanta gente.

Para completar o cenário e favorecer o aumento do peso, ele não se exercita nem pratica nenhum esporte para gastar essas calorias extras. Dessa forma, essa gordura se acumula cada vez mais e mais, levando-o a ficar com sobrepeso e, em casos mais graves, com obesidade.

Como funciona o armazenamento de gordura em nosso corpo?

Quando há uma ingestão excessiva de calorias e apenas uma parte dela é usada durante o metabolismo — do qual vamos falar mais a frente —, o que sobra não é destruído ou inutilizado pelo organismo. Ao contrário, as células adiposas entram em ação e armazenam elas em forma de gordura para que funcionem como estoques de energia caso você precise no futuro.

Essa é uma medida de proteção que herdamos geneticamente dos nossos ancestrais para que pudéssemos sobreviver em períodos de total ausência de alimentos para comer. Porém, como a gente sabe, isso é algo que não ocorre mais como há milhares de anos. Em qualquer lugar você encontra um restaurante, um supermercado ou um quiosque, por exemplo, para matar a fome.

Logo, essa gordura vai se acumulando sem nunca ser usada e, por conta disso, faz com o tecido adiposo aumente de tamanho de forma irregular em várias áreas do corpo — em especial a barriga, o peitoral, as coxas e o quadril.

Por que a maneira de emagrecer varia de acordo com o perfil da pessoa?

A maneira de emagrecer varia de pessoa para pessoa pelas características fisiológicas e orgânicas delas. Por exemplo, homens conseguem perder gordura mais rápido do que mulheres porque têm uma quantidade maior de testosterona no corpo — que é responsável pelo aumento da massa muscular e a diminuição do tecido adiposo.

Além disso, outros hormônios podem afetar o funcionamento do organismo e, consequentemente, dificultar o seu gasto calórico, como é o caso do cortisol que é responsável pelo estresse. O mesmo vale para a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3), que são produzidas pela tireoide.

E tem mais, viu? Mesmo que você siga uma dieta igual à de um amigo, o preparo dos alimentos e o tipo de ingredientes usados neles podem fazer com que a sua refeição seja mais calórica que a do seu camarada. Portanto, não dá para se basear no que dá ou não certo para o outro, porque cada caso é um caso.

Qual a influência do metabolismo nesse processo?

Fora o que a gente falou há pouco, há um fator que é crucial para o processo de emagrecimento: o metabolismo basal — que é definido com base na sua faixa etária, o seu sexo, a sua herança genética e o seu nível de sedentarismo.

Isso porque ele representa uma complexidade enorme de processos químicos que acontecem no seu corpo, transformando as calorias ingeridas em energia para o correto funcionamento do organismo (órgãos, tecidos, células etc.).

Tanto é que, sozinho, esse tipo de metabolismo representa entre 50% e 70% do seu gasto energético diário, como aponta o estudo conduzido em parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e o Departamento de Nutrição Social da Universidade Federal Fluminense.

Portanto, se ele é desacelerado (pela desidratação, a falta de proteínas e o sono irregular, por exemplo), não há para onde correr: haverá um acúmulo maior de gordura e o sobrepeso será uma realidade na sua vida.

Quais as etapas de um processo de emagrecimento e quais reações acontecem no nosso corpo?

O processo de emagrecimento, ao contrário do que uma galera acha, não é o oposto do processo de armazenamento de gordura. Essa é uma ideia totalmente errada! Afinal, como já dissemos, uma vez dentro do seu organismo, o excesso de calorias não pode ser destruído. Na realidade, o que está ao seu alcance e que pode, de fato, ser feito é transformá-lo em energia.

Assim o seu corpo reaproveita ela e as suas células adiposas perdem o conteúdo delas, recuando de tamanho e fazendo com que o seu físico ganhe uma nova forma.

Para tanto é preciso se ater em três etapas: ter uma alimentação balanceada, firmar o metabolismo basal e aumentar a quantidade de atividade física que você faz. Assim, soma-se entre 15% a 30% de gasto energético extra aos 70% de gasto energético que você já tem diariamente, o que potencializa (e muito) a utilização da gordura acumulada.

Porém, atenção: nada de fazer dietas mirabolantes ou cortar de forma brusca as fontes de proteínas, carboidratos e outros nutrientes nesse processo.

Isso porque, embora você até consiga emagrecer em um primeiro momento, logo ocorrerão uma série de efeitos negativos que vão levá-lo a se sentir com dificuldade de respiração, raciocínio lento, baixa na memorização, cansaço frequente, aumento descontrolado do apetite etc.

Como emagrecer da forma correta?

No primeiro tópico, nós já demos a deixa. Porém, relaxa que a gente explica melhor aqui! Para começar, é importante você se consultar com um nutricionista para que ele o ajude a definir uma dieta conforme o total de calorias que o seu corpo precisa, as suas necessidades nutricionais, o seu quadro de saúde atual e o seu estilo de vida.

Em seguida, é hora de entrar em movimento — independentemente de ser malhando e/ou fazendo algum esporte (nadar, correr, jogar futebol etc.). Isso é crucial porque, ao se exercitar, você faz com que ocorra um déficit natural entre a ingestão de calorias e a utilização delas pelo seu organismo.

Por exemplo, o nutricionista estabeleceu uma média de 2.800 kcal/dia. No entanto, como você está praticando uma atividade física regularmente e está dando o gás com o objetivo de um dia se tornar um bodybuilder, o seu gasto calórico diário está em 3.200 kcal. Ou seja, há um déficit de 400 kcal/dia.

Devido a isso, o seu corpo recorrerá à gordura acumulada no tecido adiposo como fonte de energia para suprir essa demanda, o que o levará a emagrecer.

Como você viu, emagrecer está longe de ser um bicho de sete cabeças. Contudo, não é um processo que ocorre da noite para o dia. Ao contrário, ele leva algum tempo, ainda mais porque o perfil da pessoa e o estágio de sobrepeso dela interferem nessa conta. Por isso é necessário disciplina, foco e o acompanhamento com profissionais da área nutricional e esportiva para ajudá-lo a alcançar os seus objetivos.

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