deficiência de proteína

Deficiência de proteína: Como identificar e tratar?

É muito comum ouvirmos falar a respeito de carências de vitaminas ou minerais no organismo. No entanto, o corpo precisa também de macronutrientes para manter o seu bom funcionamento. Assim, a deficiência de proteína é uma condição que traz sérios prejuízos, sendo fundamental preveni-la e tratá-la.

Uma alimentação insuficiente ou com baixa ingestão de proteínas pode provocar esse quadro. Ele também ocorre em função de algumas condições pré-existentes, como distúrbios gastrointestinais.

Continue a leitura e conheça as consequências da falta de proteínas no corpo humano, os sintomas que isso provoca e algumas alternativas para reverter o quadro e suprir as necessidades do organismo.

  1. Quais são as consequências da deficiência de proteína?
  2. Quais são os principais sintomas da deficiência de proteína?
  3. Como tratar a deficiência de proteína?

Quais são as consequências da deficiência de proteína?

A deficiência de proteína também pode ser chamada de Deficiência Energético-Proteica (DEP) ou Proteico-Energética (DPE). Ocorre quando o organismo não recebe a quantidade suficiente de proteínas para manter a saúde dos tecidos e o funcionamento adequado dos órgãos e sistemas.

Essa condição pode ser repentina, ser gradual ou total, variando em gravidade e recebendo a classificação leve, moderada ou grave. Ela é calculada com base no percentual do peso em relação à altura da pessoa. São utilizados padrões internacionais para o cálculo desse índice, sendo:

  • normal: de 90 a 110%;
  • leve: de 85 a 90%;
  • moderada: de 75 a 85%;
  • grave: menor que 75%.

Além disso, existem dois tipos de deficiência de proteína: a primária e a secundária. O primeiro caso ocorre em razão da ingestão inadequada de nutrientes. O segundo é uma consequência de distúrbios orgânicos ou da ingestão de medicamentos que prejudicam a absorção e a utilização dos nutrientes.

Em ambos os casos, a DEP traz consequências negativas para o organismo, que variam conforme a gravidade do quadro. Quando ele é mais leve, ocorrem deficiências subclínicas, podendo evoluir para a fraqueza absoluta. Manifesta, também, efeitos como:

  • perda de cabelo;
  • atrofia da pele;
  • atrofia muscular.

Além de prejudicar o funcionamento de órgãos e sistemas, conforme explicado. Qualquer pessoa pode apresentar deficiência de proteína quando não mantém uma alimentação balanceada ou está sob condições que favorecem a DEP, como:

  • insuficiência pancreática;
  • doença de Milroy;
  • enterite;
  • falência renal;
  • câncer;
  • hipertireoidismo;
  • distúrbios endócrinos.

Quadros de infecção, período pós-cirúrgico, bem como doenças críticas também acarretam a deficiência. Em países desenvolvidos, ela é comum em pessoas idosas institucionalizadas e pacientes com distúrbios que reduzem o apetite, dificultam a digestão, a absorção dos nutrientes ou seu metabolismo.

Já nos países em desenvolvimento, é mais comum em crianças que não têm acesso à quantidade suficiente de calorias e proteínas por meio da alimentação, gerando quadro de desnutrição. Ainda na infância e em pessoas idosas, também ocorre em função de maus tratos.

Quais são os principais sintomas da deficiência de proteína?

Um dos principais sintomas da deficiência de proteínas, e que pode ser percebido em seus diferentes graus, é a perda de massa muscular e gordura. A musculatura atrofia e, com isso, os ossos se tornam mais salientes. Há um emagrecimento significativo.

Podemos perceber manifestações distintas em quadros de DEP moderada e grave. No primeiro, elas ocorrem em todo o organismo ou afetam especificamente alguns órgãos e sistemas. Ela é marcada por sintomas como:

  • fraqueza;
  • redução da capacidade de trabalho;
  • alterações cognitivas;
  • diarreia;
  • amenorreia (em mulheres);
  • perda da libido;
  • dificuldade de cicatrização.

Em pessoas idosas com deficiência de proteína, há um risco aumentado para fraturas, principalmente no quadril, bem como maior suscetibilidade para úlceras, no caso daqueles acamados. Já a deficiência de proteína grave ou crônica provoca prejuízos mais expressivos para o organismo, sendo:

  • redução da frequência cardíaca;
  • queda da pressão arterial;
  • deficiência respiratória;
  • redução da capacidade vital;
  • diminuição da temperatura corporal;
  • anemia;
  • edema;
  • icterícia;
  • falência renal e/ou hepática.

A pele e os cabelos são muito afetados pela deficiência de proteína. Os fios ficam ressecados, esparsos e caem facilmente. A cútis fica ressecada, mais fina, pálida e fria, perde a sua elasticidade, podendo sofrer hiperpigmentação, fissuras, atrofiamento e enrugamento.

No caso das crianças com DEP primária crônica, ela se manifesta como marasmo ou Kwashiorkor (desnutrição proteica). Em ambos os casos, o sistema imunológico é prejudicado, aumentando a susceptibilidade para infecções, além de trazer prejuízos para o desenvolvimento de modo geral.

A deficiência de proteína provoca, ainda, sintomas psicológicos e comportamentais. A pessoa pode manifestar apatia e irritabilidade, quadros muito comuns nessa condição. Ainda, a consciência pode ser afetada.

Como tratar a deficiência de proteína?

O tratamento da deficiência de proteína varia de acordo com a intensidade de cada caso. Os quadros mais leves e moderados podem ser revertidos por meio da ingestão de alimentação oral rica nesse macronutriente. Quando o indivíduo apresenta diarreia persistente, pode ser necessário evitar a lactose em função de possível intolerância.

Em quadros mais graves, além da dieta controlada, pode ser preciso o tratamento hospitalar. Isso porque alguns indivíduos desenvolvem infecções ou necessitam da alimentação via sonda, em função da dificuldade para engolir.

Além da alimentação balanceada, a ingestão de suplementos é uma abordagem muito eficaz para tratar a deficiência de proteína. Esse complemento também pode ser adotado como uma forma de prevenir a falta do nutriente.

Aqueles que não conseguem obter a quantidade necessária de proteínas por meio dos alimentos, bem como quem pratica atividades físicas intensas e precisa de uma boa recuperação e reconstrução muscular, se beneficiam com a suplementação.

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