Cinto para musculação: saiba quando utilizar e quais cuidados tomar

Também conhecido como cinturão de proteção ou cinto lombar, o cinto para musculação é um equipamento de proteção para os praticantes dessa modalidade de exercícios, que existe com o objetivo de ajudar a estabilizar o tronco na execução de alguns movimentos.

Apesar de ser importante para quem trabalha com cargas elevadas, o cinturão não deve ser usado por qualquer pessoa como um simples modismo: existe um modo correto de utilização e situações específicas para seu uso.

Neste artigo vamos explicar melhor qual é a função do cinto para musculação, quando ele deve ser utilizado, quais são seus principais benefícios e os cuidados que devem ser tomados ao usá-lo. Acompanhe!

Qual é a função do cinto para musculação?

O objetivo do cinto lombar é aumentar a pressão intra-abdominal e estabilizar a região inferior do tronco, o que dá mais segurança na execução de exercícios que podem causar a compressão da coluna, como o agachamento com barra e o levantamento terra.

Ao favorecer a estabilização da coluna, o cinturão lombar permite que o praticante faça o exercício com mais carga, prevenindo lesões. No entanto, isso não quer dizer que o cinto faça milagres: muito peso ou uma forma errada na realização do movimento continuam sendo prejudiciais para a coluna.

Quando utilizar o cinto para musculação?

O cinturão de proteção é um equipamento, e não um simples acessório. Isso significa que ele não deve ser utilizado por qualquer pessoa em qualquer situação, apenas em momentos específicos e, idealmente, sob orientação de um profissional.

A principal função do cinto para musculação é dar suporte para quem trabalha com cargas muito elevadas, que podem comprimir os discos vertebrais e causar lesões graves. Por essa razão, é comum ver o equipamento em levantadores de peso competitivos ou fisiculturistas.

Quem não treina com altas cargas e não tem nenhum problema na coluna deve, na maior parte dos casos, dispensar o cinturão e focar em desenvolver a musculatura do core para estabilizar o corpo naturalmente — o que será importante também para a postura e diversos outras atividades.

Outra possibilidade de uso é quando o praticante quer aumentar a carga e, nos primeiros dias de treino com o novo peso, quer um apoio extra até estabilizar a posição. Nesses casos, o cinturão é utilizado de forma provisória, com o objetivo de minimizar o impacto da carga mais pesada.

Por fim, é importante destacar que logo após a realização do movimento é preciso afrouxar o cinturão, já que a força intensa que ele exerce eleva a pressão arterial. Como já foi dito, esse não é um acessório, mas um equipamento de musculação.

Quais são os benefícios do uso do cinto para musculação?

O principal benefício na utilização do cinto para musculação é a segurança. O objetivo do equipamento é prevenir lesões graves na coluna e ajudar na postura do praticante.

O cinturão reduz a compressão do conteúdo da cavidade abdominal e a pressão intradiscal. Além de minimizar a carga sobre os músculos eretores espinhais, responsáveis pela sustentação lombar, o cinturão também limita movimentos posteriores, laterais e rotacionais na coluna, o que ajuda na postura durante a realização de certos movimentos.

Outra vantagem do cinturão é que a sensação física do equipamento comprimindo a lombar ajuda na percepção do usuário sobre sua própria postura, desenvolvendo sua consciência corporal durante o exercício.

Para quem trabalha com cargas muito pesadas, o cinturão é importante não só para evitar o desgaste e prevenir lesões, mas para potencializar o seu desempenho na atividade, permitindo que mais peso seja levantado.

Quais são os cuidados necessários ao utilizar o cinto para musculação?

Para conseguir os melhores resultados com o cinturão, é essencial que durante a realização dos movimentos ele esteja o mais justo possível, o que pode causar um pequeno desconforto no praticante, especialmente quando o cinto é de um material mais firme, como o couro.

Após cada série, o cinturão deve ser imediatamente afrouxado, para evitar problemas com a pressão arterial elevada e aliviar a compressão exercida por ele no tronco. Antes de começar uma nova série, basta apertar o cinto novamente.

A posição ideal do cinturão é na parte inferior do tronco, um pouco acima do osso do quadril, de forma que ele comprima a região abdominal e lombar, mas sem atrapalhar a respiração do praticante.

Em cinturões de couro, a dica é descobrir qual é o furo mais apertado possível e utilizar o equipamento no furo anterior a esse, um pouco mais frouxo, mas ainda bem firme. Nos cintos de velcro e outros materiais, vale a pena testar um pouco antes de achar a posição ideal.

A ideia é que o equipamento esteja firme o bastante para que o praticante sinta a pressão, mas ainda consiga respirar sem nenhum tipo de dificuldade.

Quais são os problemas causados pelo mau uso do cinto?

Quem está começando e ainda não levanta cargas pesadas não precisa se preocupar com o cinto: só deve utilizá-lo se existir uma recomendação médica para tal.

No desenvolvimento do corpo, cautela em excesso pode ser algo prejudicial. Quem pensa em utilizar o cinturão apenas para prevenir lesões em cargas mais baixas está, na verdade, prejudicando a evolução da sua musculatura do core.

Utilizar o cinturão sempre faz com que a região não seja tão exigida, e a tendência é que os músculos que seriam recrutados nesses movimentos fiquem ociosos e mais fracos.

O cinto também não deve ser usado por quem sente alguma dor e busca alívio para ela na hora de executar os exercícios. Apesar de realmente reduzir a intensidade de dores na região, o equipamento não resolve as causas do problema e acaba mascarando a sua real situação.

Quem deve utilizar o cinto mas aperta demais a peça pode acabar prejudicando seu desempenho, pois a respiração e a pressão arterial são comprometidas. Por fim, o cinto muito frouxo não gera nenhum benefício ao praticante e pode passar uma falsa confiança de estabilidade, portanto, é crucial utilizá-lo da maneira correta.

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