O nome dado a essas maravilhas é “compostos bioativos”, você conhece?

O nome dado a essas maravilhas é “compostos bioativos”

Uma dieta completa que esteja muito bem elaborada deve ter Carboidratos, Proteínas, gorduras, vitaminas e sais minerais, certo? Não…

 

Leia mais..

Existe uma classe de (não)nutrientes ainda desconhecida pela maioria das pessoas que a certo tempo vem chamando a atenção de pesquisadores e profissionais de área da saúde devido as implicações metabólicas especificas, os compostos bioativos dos alimentos (CBA)

Eles são considerados como “não nutrientes” pois não são identificados como essenciais ao crescimento e as funções vitais. Apesar disto autores descrevem os CBA como sendo “substancias essenciais a longevidade “. A falta destes nutrientes está relacionada ao aparecimento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) da mesma forma que uma dieta de consumo excessivo de energia e de gorduras saturadas.

Alimentação saudável e a necessidade nutricional

Estes compostos estão relacionados a proteção de nosso organismo, melhora da qualidade de vida, e processos como proteção celular. Isto ocorre devido a ação especifica dos CBA no organismo.

Após pesquisas que identificaram estes efeitos benéficos o resultado na prática foi uma mudança nas indicações feitas por órgãos e conselhos de saúde para consumo alimentar ideal, maiores quantidades de vegetais são indicadas durante o dia.

Compostos bioativos: Os “Não Nutrientes”

Na dieta habitual do brasileiro os compostos são ingeridos de maneira muito discreta, em concentrações muito baixas, na faixa de micromoles resultando em limitada biodisponibilidade.

Os CBA´s eram conhecidos como “pigmentos” até certo tempo atrás, isto porque eles são encontrados em vegetais de acordo com suas cores.

Alimentos vermelhos, amarelo alaranjados, Roxo, violeta, preto, verde, marrom, bege e branco, todos trazem pelo menos um beneficio por serem consideradas fontes.

De uma forma geral podemos dividir e subdividir os CBA através de um esquema gráfico:

compostos

Qualquer que seja a cor, independente do composto bioativo, as palavras chave para estes não nutrientes são proteção celular!

São inúmeros os benefícios vistos com estes compostos, tentarei resumir de maneira bem simples, pois se colocasse todos os benefícios possíveis de serem encontrados poderíamos escrever um livro.

As cores dos alimentos e a importância dos Bioativos na alimentação saudável

Alimentos Vermelhos

Alimentos de cor vermelha possuem grande concentração de compostos da classe dos carotenoides, estes podem ajudar no combate (função antioxidante) as células de radicais livres que são produzidas pelo nosso próprio organismo.  Coração, memória, stress, olho, pele, prevenção contra câncer podem ser obtidas com estes alimentos.

Alimentos Alaranjados

Amarelo Alaranjado fornecerão em maior quantidade bioflavonóides. Benefícios ao sistema imunológico, redução de retenção hídrica corporal, melhoria na pressão arterial e circulação podem ser observados através do uso destes alimentos.

Alimentos roxos e violetas

Roxo, violeta e preto devem ser os preferidos da galera do esporte, são fornecedores da classe das antocianinas. Fornecem compostos que reagem produzido um gás vasodilatador, combatem o envelhecimento precoce, previnem doenças hepáticas e preservam memória.

Alimenos Verdes

Verdes promovem o crescimento celular, ajudam na coagulação sanguínea, auxiliam na produção de glóbulos vermelhos do sangue.  Ação cicatrizante e antibacteriana.

Alimentos Marrom e Bege

Marrom e bege fornecem fibras que fornecerão mais saúde para função intestinal, controle de colesterol e glicemia. Vasodilatadores, anticoagulantes e redução da fadiga. Redução dos sintomas da menopausa, prevenção de osteoporose e câncer de mama podem ser observados.

O fato é que, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) o baixo consumo de frutas e verdura cause 31% das isquemias cardíacas e 11% dos acidentes cardiovasculares. Já a Agencia Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) estima que a porcentagem de câncer prevenivel devido ao baixo consumo de vegetais chegue a atingir 12%.

Acredito que algumas questões relacionadas a protocolo para utilização destes alimentos, como dose e tempo de duração precisem ser mais bem esclarecidas para que estes compostos sejam usados no tratamento e na prevenção de patologias e desordens metabólicas. Os tratamentos dietoterápicos realizados com indivíduos obesos já contam com uma grande quantidade de compostos. Enquanto não temos uma padronização de quantidade para todos, seguimos com a indicação da OMS para consumo de vegetais NÃO DEVE SER MENOR do que 7 porções ao dia.

Referencia bibliográficas:

BASTOS, Deborah H. M.; ROGERO, Marcelo M. and AREAS, José Alfredo G.. Mecanismos de ação de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatórios relacionados à obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab [online]. 2009, vol.53, n.5 [cited 2015-09-17], pp. 646-656

CANUTO, K. M.; SILVEIRA, E. R.; BEZERRA, A. M. E. Estudo fitoquímico de espécimens cultivados de CUMARU (Amburana cearensis A. C. SMITH). Química Nova, São Paulo, v. 33, n. 3, p. 662-666, 2010

CATANEO, C. B.; CALIARI, V.; GONZAGA, L. V.; KUSKOSKI, E. M.; FETT, R. Atividade antioxidante e conteúdo fenólico do resíduo agroindustrial da produção de vinho. Ciências Agrárias, Londrina, v. 29, n. 1, p. 93-102, 2008.

FERNANDES, Maurette dos Reis Vieira et al. Biological activities of the fermentation extract of the endophytic fungus Alternaria alternata isolated from Coffea arabica L. Braz. J. Pharm. Sci. [online]. 2009, vol.45, n.4 [citado 2015-09-17], pp. 677-685 .

JARDINI, F. A.; MANCINI FILHO, J. Avaliação da atividade antioxidante em diferentes extratos da polpa e sementes da romã (Punica granatum, L.). Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, v. 43, n. 1, 2007

LIMA, Alessandro de et al. Composição química e compostos bioativos presentes na polpa e na amêndoa do pequi (Caryocar brasiliense, Camb.). Rev. Bras. Frutic. [online]. 2007, vol.29, n.3 [citado 2015-09-17], pp. 695-698 .

LIMA, V. L. A. G.; MÉLO, E. A.; MACIEL, M. I. S.; SILVA, G. S. B.; LIMA, D. E. S. Fenólicos totais e atividade antioxidante do extrato aquoso de broto de feijão-mugo (Vigna Radiata L.). Revista de Nutrição, Campinas, v. 17, n. 1, p. 53-57, 2004.

STRINGHETA, Paulo César et al. Políticas de saúde e alegações de propriedades funcionais e de saúde para alimentos no Brasil. Rev. Bras. Cienc. Farm. [online]. 2007, vol.43, n.2 [cited 2015-09-17], pp. 181-194 .

RODRIGUEZ-AMAYA, D. B. “Carotenoides y preparación de alimentos: la retención de los carotenoides provitamina A en alimentos preparados, processados y almacenados”. Campinas: USAID, 1999.

WILLIAMSON, G. & MANACH, C. “Bioavailability and bioefficacy of poliphenols in humans. II Review of 93 intervention

studies”. Am. J. Clin. Nutr., 81, p.243S-55S, 2005

Diogo Henriques Cìrico

CRN – 10 2067

Nutricionista esportivo R.T. Growth Supplements