pular refeições

Pular refeições auxilia na dieta? Saiba aqui!

Pular refeições é um hábito comum para diversos tipos de pessoas, seja qual for o motivo.

Porém, pular refeições pode não ajudar a perder peso se você estiver em uma dieta de redução, assim como pode prejudicar o processo de hipertrofia!
Saiba quais são os riscos dessa atitude e como fazer para evitá-la.

  1. Conheça os riscos de pular refeições
  2. Pular refeições emagrece ou engorda?
  3. Pular refeições na dieta para hipertrofia
  4. Pular refeições e Jejum intermitente: Diferenças

Conheça os riscos de pular refeições

Quando falamos em excluir uma refeição, nos voltamos diretamente para a oferta de calorias e nutrientes.

Muitas pessoas acreditam que excluir uma refeição ou trocá-la por um “shake emagrecedor” irá lhe conferir melhor resultado na redução de gorduras, ou que pode melhorar o ganho de massa muscular isenta de gordura.

Tudo isso é pura ilusão, pois qualquer resultado pretendido dependerá do contexto como um todo, quantidades, horários, características dos alimentos consumidos ao longo do dia, etc.

Pular refeições emagrece ou engorda?

Um indivíduo conseguirá ganhar peso, mesmo fazendo apenas uma refeição ao dia. Basta que esta contenha uma quantidade de calorias superior àquela gasta pelo indivíduo.

Ao passo que podemos programar uma dieta com dez refeições, caso todas elas juntas não contabilizem uma quantidade mínima de calorias para manter o peso, o indivíduo perderá peso.

Pular uma refeição não significa nada além de deixar de consumir os nutrientes e as calorias naquele momento.

Se já estiver com uma dieta restrita, ao proporcionar maior restrição/déficit, poderá observar um efeito deletério negativo, com o uso das proteínas musculares como fonte de energia – chamado de catabolismo proteico.

Pular refeições na dieta para hipertrofia

Mas, se estiver seguindo uma dieta para hipertrofia, a chance de não conseguir alcançar sua meta diária de calorias e macronutrientes será aumentada.

Neste ponto encontramos uma limitação no desenvolvimento muscular, uma vez que os processos hipertróficos dependem de saldo calórico positivo.

Na situação em que se busca hipertrofia, além do saldo calórico, precisamos entender que o balanço nitrogenado e o pool aminoacídico serão afetados.

Sempre que não houver adequação das calorias não proteicas, a oxidação de aminoácidos no músculo esquelético e a conversão hepática dos aminoácidos gliconeogênicos em glicose aumenta. Com isso, diminuem as disponibilidades de aminoácidos para a síntese proteica.

O exercício físico intenso aumenta a excreção de nitrogênio, e, quando as ingestões proteica e energética – principalmente de carboidratos – são insuficientes, há a diminuição do balanço nitrogenado, tornando-o negativo. Isso significa que o individuo está perdendo massa magra.

Para avaliar o balanço nitrogenado e saber se o indivíduo está em catabolismo ou anabolismo, é feita uma anotação de toda a proteína consumida pelo paciente e em quais quantidades foi ingerida.

Depois, é colhida a urina durante 24 horas, para que esse marcador urinário possa ser útil em analisar a quantidade de nitrogênio eliminada pelo corpo, uma vez que toda proteína é eliminada do corpo por meio do nitrogênio.

Pular refeições e Jejum intermitente: Diferenças

Por mais que você já tenha ouvido falar nos “benefícios do jejum intermitente“, precisamos entender que não é o fato de ficar várias horas sem nos alimentar o responsável pelos benefícios. Todos os pontos positivos do jejum intermitente ao metabolismo são desencadeados pela restrição calórica, fato este que pode ser proporcionado por qualquer método de dieta saudável.

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