Modelo fitness ou atleta? Gaston Zuniga explica

Antes de falar sobre ser modelo fitness ou atleta e meu desempenho em competições, é legal falar um pouco sobre o começo da minha carreira. Tudo começou de maneira bem despretensiosa. Eu já era modelo, gostava de malhar e levava isso a sério, só que não seguia dietas restritivas e não tinha acompanhamento de um profissional para me ajudar a conduzir a alimentação e a suplementação.

É importante dizer que depois que passei a ter o apoio de um profissional, a diferença foi grande. Faz toda diferença, principalmente se você tem objetivos complexos como participar de competições, encaixar em categorias específicas ou até mesmo se tornar um modelo fitness.

 

A influência da Aline na mudança

 

Meu interesse começou a mudar quando comecei a namorar a Aline. Ia com ela às competições e passei a entender melhor esse universo. Chegava o fim de semana e eu queria comer pizza, por exemplo, e ela não podia. Aí eu tinha que ser parceiro e ajudá-la. Este tipo de atitude fez com que a minha dieta fosse mudando aos poucos. Eu estava me adaptando.

Para chegar lá, independente de ser atleta ou modelo, você precisa ter esse tipo de responsabilidade com o corpo. Tomar cuidado com o que você come e com o tipo de vida que você leva.

 

A primeira competição

 

De tanto acompanhá-la, eu senti que era possível eu competir também. Na primeira vez como Men’s Physique não tive um desempenho tão legal. Eu ainda não era tão disciplinado quanto sou hoje.
O primeiro campeonato que ganhei foi o Arnold Model Search, em 2017, em São Paulo. Este tipo de competição leva muito em consideração o físico, a beleza, a presença de palco, tanto que tem até desfile de gala com traje social. A preparação é específica.

Junto com o título ganhei a passagem e a hospedagem para competir em Ohio (EUA) no ano seguinte. Só que umas duas semanas antes me avisaram que não haveria mais essa competição, e como já estava tudo pago, eu decidi participar da categoria Men’s Physique.

 

Começando na Men’s Physique

 

Aí eu comecei a entender a diferença entre as categorias. Eu não tinha treinado as poses, a beleza contava menos e meu corpo não tinha sido preparado para esse tipo de competição. Mesmo assim consegui o top 7, de mais ou menos 40 atletas, e quando voltei para o Brasil, decidi me dedicar a essa categoria com todas as minhas forças, já visando a Muscle Contest. E desta vez na Men’s Physique venci.
Daí pra frente, foquei na categoria e venci outras competições importantes como Mr. Olympia Brasil, o campeonato mais nomeado do esporte.

O fato de ser modelo fitness ajudou com patrocínios, mas é preciso entender que a preparação para ser um competidor é diferente. A disciplina precisa vir em primeiro lugar. Na Men’s Physique, por exemplo, a beleza é levada em conta também, mas não é o mais importante, o que ganha é o conjunto.

 

Dá para ser modelo e atleta?

 

É possível sim, ser atleta e modelo ao mesmo tempo, a grande sacada é saber que a preparação é diferente. Para ser modelo, você precisa ter um portfólio, fotos legais e procurar agências que possam agregar algo a sua carreira. Já para ser um atleta, é preciso se esforçar para alcançar o patamar dos campeonatos e lutar pelo seu espaço.

Espero que a minha história tenha te ajudado a entender e tenha dado pelo menos um caminho. Fique ligado nos próximos artigos dos atletas do Team Growth. Valeu!