Cansaço, apatia, indisposição – fatores relacionados à dieta

Esses sintomas podem ser multifatoriais, ou seja, decorrentes de muitos aspectos, tais como poucas horas de descanso até deficiências alimentares, passando por patologias como depressão, anemia, entre outras.

Independentemente da causa, o sucesso do tratamento será dependente do tratamento dos fatores etiológicos.

Exemplos de patologias que podem ser causadoras de cansaço, apatia e indisposição:

Anemia: Nessa condição clínica ocorre deficiência relacionada à hemoglobina. Esta, por sua vez, tem como função transportar oxigênio e, assim, fornecê-lo aos tecidos para suas atividades normais. Quando esse trabalho é prejudicado, causando inadequada oxigenação, ocorrem limitações nas atividades.

Diabetes: Em especial no início, quando o indivíduo ainda está em processo de diagnóstico dessa doença, observa-se aumento da diurese e redução de massa muscular. Essa combinação de fatores causa fraqueza nos indivíduos.

Hipotireoidismo: Trata-se de uma deficiência relacionada aos hormônios tireoidianos, que por sua vez estão ligados ao metabolismo da energia – o metabolismo fica mais lento e, com isso, um dos sintomas é o cansaço repentino e frequente.

Depressão: É uma condição representada pelo humor triste e pelo desânimo crônico. O indivíduo perde a vontade de fazer qualquer exercício.

Síndrome de burnout: Condição gerada por estresse crônico, em que o indivíduo se sente cansado o dia todo.

Obesidade: Em geral, pessoas obesas não têm preparo físico, não têm hábito de praticar exercícios e, com isso, sentem-se fadigadas em qualquer movimento realizado.

Baixa concentração de testosterona: Esse hormônio é responsável pelas características secundárias masculinas, entre elas a força. Quando a produção dele é baixa no organismo, sintomas como cansaço, indisposição e preguiça são observados.

Sistema imunológico abalado: Geralmente as pessoas que já treinam há um tempo observam que, eventualmente, em uma ou mais sessões de treino ao longo da semana, não rendem como nas demais. Os praticantes tendem a queixar-se de necessidade de baixar as cargas nos aparelhos e reduzir o número de repetições. Essa fraqueza pode reduzir a força e o desempenho nos treinos.

Aspectos emocionais (preguiça): Nos dias de hoje, somos atacados por uma grande quantidade de estímulos visuais, seja nas redes sociais, na internet como um todo, na televisão, em revistas… Estamos sempre olhando e nos comparando a corpos esculturais presentes em anúncios e campanhas de divulgação. Muitas vezes, as pessoas que estão iniciando veem um indivíduo forte treinando no Instagram e desejam treinar naquele determinado nível o mais rápido possível. No entanto, os dias e as semanas passam e o indivíduo não consegue chegar à forma física desejada. Essa situação toda pode fazer com que o iniciante menos informado pense que “é” ou “está” fraco. Nesse caso, será preciso entender que tudo tem seu tempo, tudo tem sua hora certa.

Disfunção mitocondrial: A mitocôndria é um espaço intracelular onde se localizam enzimas responsáveis pela transformação de glicose, ácidos graxos e aminoácidos em energia.

Disbiose:Presente em grande porcentagem da população praticante de esporte, trata-se de um desequilíbrio na flora bacteriana dentro do trato gastrointestinal, em que se observa a redução da concentração de micro-organismos benéficos e o aumento na concentração de micro-organismos maléficos.
É causada por: mastigação inadequada, ingestão excessiva de aditivos alimentares e ingestão insuficiente de vegetais, entre outros fatores.
Resulta em: redução na absorção de nutrientes e proteínas e aumento na absorção de toxinas

Fadiga adrenal: ATENÇÃO, ESTA CONDIÇÃO/DIAGNÓSTICO MÉDICO NÃO EXISTE!
Seria definida pelo uso excessivo das glândulas suprarrenais, responsáveis pela secreção de alguns hormônios, especialmente o cortisol, que se encontra aumentado nesses possíveis casos.
Segundo revisão sistêmica publicada em 2016, em que foram analisados 3.470 estudos, concluiu-se que esse não é um diagnóstico médico reconhecido.

Exemplos de deficiência nutricional que podem ser causadores desses sintomas:

Quantidade insuficiente de energia: dietas hipocalóricas.
Em muitos casos em que o indivíduo faz dieta por conta, acabamos observando uma restrição calórica excessiva, e os primeiros a serem limados da dieta são os carboidratos. Nosso organismo precisa de uma quantidade de energia mínima, e qualquer quantidade abaixo disso poderá gerar redução na capacidade de trabalho.

Deficiência de zinco, vitamina B12, proteínas e ferro: Podem afetar a hemoglobina, que transporta oxigênio aos tecidos. A oxigenação muscular é essencial para que as contrações do tecido sejam executadas.

Magnésio: Inúmeras reações enzimáticas, entre elas processos metabólicos da glicose. Cuidado com excreção excessiva devido à prática de esporte.

Ingestão de quantidade e qualidade de gorduras. Fonte de energia essencial para a correta absorção de algumas vitaminas (vitaminas lipossolúveis).

Vitaminas do complexo B: Ligadas ao metabolismo dos macronutrientes.

L-carnitina, ácido alfalipoico, coenzima Q10 (ubiquinona), PQQ (pirroloquinolina quinona) estão envolvidos com a mitocôndria e disfunções. Esses elementos garantem a proteção e a biogênese mitocondrial, organela celular onde ocorre transformação de glicose, ácidos graxos e aminoácidos em energia.

Quando o sono é o causador:

Será imprescindível adequar a rotina do sono (melhora da qualidade e quantidade de horas do sono);
Pode-se usar cafeína (estimulante) com cautela!

Material elaborado por Nutricionista Esportivo Diogo Círico – CRN 10 – 2067

R.T. Growth Supplements