Sistema articular: conheça as principais articulações do seu corpo

O organismo humano realiza diversos tipos de movimentos durante todo o dia, não é mesmo? Essa tarefa é feita pelo sistema locomotor, que agrupa outros três sistemas: muscular, esquelético e articular. Eles atuam em conjunto para que uma pessoa possa andar, pegar objetos e realizar pequenas atividades do cotidiano.

O sistema esquelético é a sustentação do corpo, sendo constituído pelos ossos e estruturas relacionadas, como tendões e cartilagens. Já o sistema muscular, composto por cerca de 600 músculos, tem como função contrair e realizar movimentos, o que ocorre geralmente em resposta a um estímulo nervoso.

O sistema articular, como o próprio nome diz, é composto por todas as articulações do corpo. Essas estruturas realizam a conexão entre dois ou mais componentes, como os ossos e as cartilagens. As articulações possuem várias formas e tamanhos, assim como apresentam funções diferentes.

Neste artigo, explicaremos com detalhes o que é o sistema articular, quais são as suas principais partes e porque é fundamental preservar as articulações durante a prática de atividade física. Confira!

O que é o sistema articular?

As articulações, popularmente conhecidas como juntas, possuem duas funções fundamentais: manter os ossos alinhados, permitindo a movimentação do esqueleto, e evitar o desgaste entre os ossos e as cartilagens.

Existem várias formas de classificá-las. A mais comum divide essas estruturas de acordo com o material encontrado dentro das articulações. Sendo assim, existem articulações fibrosas, cartilaginosas e sinoviais.

Articulação fibrosa ou sinartrose

Esse tipo de articulação é imóvel ou praticamente não permite movimentações. Isso significa que a sua principal característica é absorver choques mecânicos e realizar a união de ossos. É possível observá-las nas suturas, as regiões em que os ossos do crânio se encontram. Aqui, não existe nenhuma movimentação.

Esse tipo de estrutura também está presente como uma fina lâmina, chamada de sindesmose, que une dois ossos, como a tíbia e a fíbula, os ossos da perna. A movimentação é limitada, mas necessária para que os movimentos ocorram.

Articulação cartilaginosa ou anfiartrose

As articulações cartilaginosas podem ser feitas de material hialino (cheio de proteínas), e são chamadas de sincondroses. Muitas dessas estruturas estão presentes apenas durante o crescimento do corpo, sendo substituídas por ossos. No entanto, existem algumas que permanecem durante a vida adulta, como as articulações que estão localizadas entre as dez primeiras costelas.

Esse tipo de articulação também pode ser feita de material fibroso (em que há grande quantidade de colágeno), recebendo o nome de sínfises. Nessas estruturas pequenos movimentos são permitidos.

As sínfises têm como característica a resistência e a estabilidade, assim como a flexibilidade. Isso é importante porque elas são encontradas em locais de movimentação, como na coluna (discos intervertebrais), entre as partes da mandíbula e na pelve, ossos que precisam ser flexíveis para que o bebê tenha passagem durante o parto.

Articulação sinovial ou diartrose

As articulações sinoviais permitem vários movimentos e são classificadas de acordo com o eixo de rotação. As monoaxiais permitem só um eixo, as biaxiais dois eixos e as poliaxiais três eixos. Os movimentos são completos e dinâmicos, garantindo que o corpo consiga realizar flexão, extensão, adução, rotação, abdução, elevação e vários outros.

Como exemplo de articulações monoaxiais pode-se citar o cotovelo e a ligação entre as falanges (ossos dos dedos). As articulações do pulso e do polegar, por exemplo, são estruturas que permitem movimentos em dois eixos. Já as articulações tri ou poliaxiais tem como exemplos os ombros e o quadril.

As superfícies dos ossos podem deslizar facilmente sobre as outras porque estão envolvidas pela cápsula articular que contém o líquido sinovial. Essa substância age como lubrificante, evitando o desgaste, e leva nutrientes até o tecido articular.

Quais são as principais partes do sistema articular?

Sem dúvidas, as principais partes do sistema articular são aquelas que permitem movimentações, ou seja, as articulações sinoviais. Neste tópico destacamos três importantes articulações. Confira!

Articulação do joelho

Os ossos da articulação do joelho são unidos por várias estruturas. A cápsula articular é reforçada em praticamente toda a sua extensão por ligamentos. Aqui destaca-se o ligamento cruzado anterior (LCA), que impede a hiperextensão do joelho e é um dos mais lesionados em atividades físicas, principalmente nos jogos de futebol.

Além dos ligamentos, os joelhos possuem duas outras estruturas fundamentais para a estabilização e absorção de impactos: os meniscos.

Articulação do ombro

As articulações presentes no ombro unem três ossos: a clavícula (localizada abaixo do ombro, anteriormente), o úmero (osso do braço) e a escápula, que está abaixo do ombro, nas costas. Além das articulações, existem vários ligamentos nessa região. Por esse motivo, o ombro é a estrutura do corpo humano que permite o maior grau de liberdade para os movimentos.

Articulação do tornozelo

A articulação presente nos tornozelos é formada por 4 ligamentos e é fundamental para que uma pessoa consiga andar e correr. Também há um ligamento presente no pé, relacionado ao tornozelo, para evitar o movimento de eversão (virar o pé para dentro) e outros três que sustentam a lateral do tornozelo para que não ocorra o movimento de inversão, em que a articulação é forçada para fora.

Como preservar o sistema articular?

O overtraining está relacionado ao excesso de treino em intensidade e volume. Ou seja, ocorre quando a pessoa realiza exercícios físicos acima do limite do seu corpo. Isso pode acontecer quando estamos motivados a ter resultados rápidos ou em atletas que desejam potencializar o seu desempenho físico.

É preciso ter em mente que conseguir pegar mais peso não está relacionado diretamente a hipertrofia. Afinal, o excesso de carga pode não só lesionar os músculos, que se recuperam mais facilmente, mas também as articulações, que tem um tecido mais frágil e difícil de ser recuperado. Assim, são formadas lesões irreversíveis, que comprometem de forma definitiva a saúde de uma pessoa ou até de um atleta.

As lesões são bastante comuns nos ombros, visto que essa região participa de diversos movimentos, tanto no dia a dia quanto na prática de atividades físicas, e está sob muita tensão. Outra articulação muito acometida é a do joelho, visto que há complexidade em suas estruturas e exigência a todo momento.

Para evitá-las, é fundamental realizar o movimento correto durante os exercícios físicos, assim como evitar a prática de colocar carga além do limite do corpo. Isso só é possível com a orientação de profissionais especializados, que poderão determinar técnicas avançadas para potencializar os treinos sem, no entanto, sobrecarregar o sistema locomotor.

É interessante que para a prática de qualquer atividade física haja algum grau de flexibilidade. Afinal, os movimentos serão mais amplos, diminuindo as chances de lesão. A pessoa que não é suficientemente flexível pode colocar algumas sessões de alongamento em sua rotina. A técnica FST-7, desenvolvida por Hany Hambold, é uma ótima opção, visto que mescla técnicas de hipertrofia muscular com flexibilidade.

Por fim, uma alimentação saudável, com todos os nutrientes necessários para a hipertrofia e manutenção da saúde é aconselhável para todos os praticantes de atividades físicas. Cada pessoa tem uma necessidade de acordo com os seus objetivos e, para alcançá-los, é importante consultar um nutricionista especialista no assunto.

Destacamos a dieta inflamatória e o quanto ela é prejudicial para a saúde. Quer saber mais sobre o assunto? Acesse o artigo no link acima!