Sal rosa do Himalaia: entenda quais são as diferenças e benefícios

Um dos alimentos que se tornou marca da vida fitness é o sal rosa do Himalaia. Este produto ficou famoso nos últimos anos devido aos seus supostos benefícios à saúde em relação ao sal de mesa normal. Assim, muitas pessoas em busca de uma dieta mais equilibrada passou a incluí-lo nas refeições. 

Entretanto, pouco se sabe verdadeiramente sobre este produto. Por que a sua cor é diferente? Quais são as suas propriedades? O que ele tem de diferente do sal de cozinha comum? Essas são algumas das dúvidas que permeiam o sal rosa. 

Se esses também são questionamentos seus, então continue a leitura. Neste artigo explicaremos quais são as características do sal rosa do Himalaia, quais os seus benefícios para saúde e como incluí-lo de forma correta no seu dia a dia. Acompanhe!

Quais são as principais características do sal rosa? 

O sal rosa do Himalaia é originário das cordilheiras do Himalaia, que se estende por diversos países asiáticos, como China, Nepal, Paquistão, Afeganistão, Índia, Butão e Mianmar. Há milhares de anos, essa região era coberta pela água do mar, mas ao longo dos tempos, o movimento das placas tectônicas elevou as montanhas. 

A água do mar evaporou, mas todos os seus minerais permaneceram cristalizados no sol e formaram o que conhecemos com o sal rosa do Himalaia. Por ser uma área coberta por neve durante o ano todo e por estar coberta também por lavas de vulcões que a protege da poluição, este tipo de sal é considerado o mais puro já encontrado. 

Isso fez crer que o sal rosa do Himalaia seria, portanto, mais saudável que o sal de mesa, que é muito processado. Entretanto, não existe nenhuma pesquisa que ateste essa sua vantagem, pois ao analisar a composição química dele, não foram encontrados nenhum nutriente que o distinguisse dos demais. 

O seu grande diferencial está na quantidade de óxido de ferro presente no produto que faz com que ele tenha uma coloração rosada, distinta dos demais. O próprio ferro contido no sal rosa quando consumido em porções muito altas traz riscos de toxicidade. Isso não significa que o este alimento seja perigoso, na verdade ele não é nada a mais do que outros tipos de sal. 

De maneira simplificada, o sal rosa do Himalaia só pode ser considerado mais saudável que os demais, se pensarmos que não há produtos químicos adicionados a ele, pois a sua formação foi natural. Os cristais de sal vindos do Himalaia são minimamente processados, enquanto o sal comum pode chegar até uma composição química de 97,5% de cloreto de sódio e 2,5% de produtos químicos. 

O sal rosa carrega mais de 80 minerais, tais como cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro. Já no que diz respeito à quantidade de sódio, ele possui a mesma porção que os demais tipos. Por causa da sua composição, este alimento tem o seu tom rosa característicos e um sabor com um leve toque metálico, agradável e suave. 

Apesar de nutricionalmente falando este sal não ser mais saudável do que outros, o seu consumo consciente pode trazer alguns benefícios para o organismo. A seguir apresentaremos alguns deles. Confira!

Quais são os benefícios do sal rosa? 

Como explicado, o sal rosa do Himalaia se diferente dos demais por não ser tão processado. Ele é obtido manualmente, ou seja, não sofre nenhum tipo de refinamento devido a sua pureza. Por isso, é considerado uma fonte natural de oligoelementos — elementos disponíveis na alimentação em menor concentração — que estimulam a hidratação. 

Segundo o autor do livro The Salt Enthusiasts Scrapbook, o sal rosa, além de fornecer minerais essenciais, contribui para o balanço de eletrólitos do corpo, o que melhora a capacidade de absorção de nutrientes, regula o pH natural do corpo, regula a pressão sanguínea e melhora a circulação. 

Durante o treino uma grande quantidade de sódio é perdida pela transpiração. No entanto, é preciso repor esse nutriente, buscando o equilíbrio hidroeletrolítico. O consumo do sal rosa auxilia na retenção de água no espaço intracelular, sendo fundamental para um bom desempenho durante a atividade física. 

Entretanto, não há ainda evidências científicas que comprovem os benefícios os malefícios do sal rosa. Portanto, é fundamental o acompanhamento de um profissional de nutrição para entender a necessidade deste alimento na dieta. Bem como, conhecer carência do corpo por sódio, pois cada pessoa apresentará um nível diferente, por exemplo, um atleta terá uma maior necessidade em relação ao sedentário. 

Como utilizar o sal rosa no dia a dia? 

Uma vantagem do sal rosa é que ele pode ser utilizado de maneiras diferentes no seu dia a dia e não apenas na alimentação, como muitas pessoas pensam. É claro que o mais comum é o uso para preparar refeições e nesses casos é possível substituir o sal normal pelo sal rosa. Para facilitar use um moedor, pois o sal rosa costumar ter cristais grandes. 

Para deixar o momento das refeições mais sofisticado é possível usar placas de sal rosa para servir alguns alimentos, tais como comida japonesa, frios e sobremesas. Um ponto positivo é que os blocos de sal são bons condutores de calor e podem ser aquecidos para assar carnes, peixes e selar legumes. 

Já que estamos falando de utensílios de casa, as rochas de sal rosa também pode ser utilizadas como cristais, lustres, luminárias e diversos outros objetos de decoração. Existem também as lâmpadas de sal rosa, que têm propriedades químico-físicas que melhoram o sono quando usadas continuamente no quarto de dormir. 

Por fim, os cristais de sal rosa podem ser utilizados no banho. Para quem tem banheira é possível fazer um verdadeiro spa, ou um banho desintoxicante. Além disso, este produto ajuda a estimular a circulação e a aliviar dores musculares. Por isso, é uma ótima opção para relaxar após o treino. 

Qual a importância do controle do sal na alimentação? 

Independente do tipo de sal consumido é importante ter um controle. A ingestão excessiva de sódio, principal componente do sal, pode trazer grandes consequência para a saúde, como hipertensão arterial, risco de doenças cardiovasculares, lesão dos vasos sanguíneos, AVC, insuficiência cardíaca e doenças renais.

Atualmente, a média de consumo de sal pelos brasileiros é de 12 gramas por pessoa ao dia. Se este número fosse reduzido para o valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 5 gramas diárias, teríamos uma diminuição média de 15% nos óbitos por AVC e de 10% dos óbitos por infarto.

O consumo controlado do sal representaria uma redução média de 1,5 milhão de pessoas sem dependência de medicação por problemas de pressão. Sem contar que a expectativa de vida dos indivíduos hipertensos aumentaria em pelo menos mais 4 anos. 

Por isso, uma boa estratégia para reduzir a quantidade de sal na comida é o trocar por temperos naturais, como alho e cebola e evitar os molhos industrializados ou temperos pontos. 

O sal rosa do Himalaia, assim como outros sais, é um nutriente importante para o organismo e não há comprovações científicas de que ele seja melhor ou pior do que outros. Portanto, o seu grande benefícios está em ele ser menos processado e, por isso, mais natural. Ainda assim é preciso ter cuidado no consumo deste alimento. 

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