Saiba como é a categoria bikini do bodybuilding feminino

Uma das principais modalidades de fisiculturismo feminino, a categoria bikini está presente nas competições mais importantes do planeta, como o Ms. Olympia e aos campeonatos da IFBB (International Federation of Bodybuilding and Fitness).

A musculação pode ser feita com diversos objetivos, desde o simples emagrecimento e condicionamento físico até a hipertrofia. E mesmo quem pensa em desenvolver a musculatura para disputar competições de fisiculturismo pode ter metas diferentes, tanto em relação a definição quanto ao volume da musculatura.

Neste artigo, vamos explicar melhor o que é a categoria bikini no bodybuilding feminino, quais são os critérios exigidos dos atletas que disputam essa modalidade e as regras das principais competições. Boa leitura!

O que é a categoria bikini no bodybuilding feminino?

Reconhecida oficialmente em 2010 durante o Congresso Mundial da IFBB em Baku, no Azerbaijão, a categoria Bikini Fitness foi introduzida em campeonatos a partir de 2011 com o objetivo de promover a competição entre mulheres magras, com formas simétricas e um corpo treinado e atlético, mas sem exageros.

No Ms. Olympia, que a versão feminina do Mr. Olympia e considerado o maior evento de fisiculturismo do mundo, também existe uma categoria bikini, que é a Bikini Olympia. As regras e critérios para essas modalidades são praticamente as mesmas.

Apesar de não exigir corpos extremamente treinados como outras categorias do bodybuilding feminino, a bikini não é tão voltada para o padrão de beleza vigente na sociedade brasileira como a categoria wellness fitness, por exemplo.

Na bikini, a definição é que a competidora deve ter uma beleza que faça com que ela se destaque tanto pela beleza no rosto como a do corpo, que deve ser definido o bastante para que, como o nome da categoria sugere, ela possa desfilar como modelo de biquínis.

Quais os critérios e padrões exigidos para essa categoria?

Na categoria bikini, as mulheres devem apresentar uma beleza natural com os grupos musculares firmes e bem definidos, mas com baixo percentual de gordura e sem volume muscular.

O foco da categoria é a beleza, que pode ser realçada por maquiagens, cabelos e, em alguns casos, até mesmo, certas joias.

Usualmente, as competições de bikini são categorizadas por altura, com competidoras de estatura similar disputando o título. Em alguns torneios, também existem categorias “junior”e “master”, sendo a primeira para mulheres com idade inferior a 23 anos e a segunda para mulheres com mais de 35 anos.

É possível que exista mais de uma categoria júnior ou master em uma competição, dependendo do número de participantes.

Quais as regras para uma competição de bodybuilding na categoria bikini?

As regras para as competições de bikini no fisiculturismo feminino variam de acordo com o torneio e a organização. Normalmente o biquíni utilizado deve cobrir dois terços dos glúteos e os sapatos podem ser de qualquer cor, mas sem plataforma.

Tatuagens, cicatrizes e outras marcas corporais costumam ser aceitas, mas se prejudicarem a compreensão dos juízes ou forem consideradas por eles esteticamente ruins, podem reduzir a nota da participante.

Como as competidoras da categoria bikini são avaliadas?

O processo de avaliação, como em qualquer categoria do fisiculturismo, é feito por um conjunto de juízes que vai considerar os aspectos exigidos pela competição.

É preciso considerar proporção, equilíbrio, simetria e forma do corpo da mulher, além da uniformidade do tom da pele.

Além do desenvolvimento do corpo, na categoria bikini os juízes também dão um valor maior para critérios que podem ser considerados mais subjetivos, como beleza facial, carisma e simpatia, bom gosto no uso de jóias e cabelos e maquiagem bem trabalhados.

Portanto, para vencer é preciso não só treinar com consciência e foco no objetivo como também demonstrar elegância e atributos femininos que vão convencer o grupo de juízes.

Quais as atletas mais conhecidas da categoria bikini?

Um dos principais nomes da categoria bikini é a modelo Márcia Gonçalves, brasileira que venceu 3 vezes a categoria no Ms. Olympia e 5 vezes o Bikini Pro Champion. A atleta é graduada em educação física e atua também como personal trainer e coreógrafa.

A brasileira Elisa Pecini também é destaque mundial na modalidade, com quatro títulos e boas colocações regulares em competições internacionais.

Outro nome de destaque é Marzia Prince, norte-americana que além já conquistou boas colocações nas competições da modalidade e além de ser personal trainer especializada em pessoas acima de 65 anos, também é certificada em nutrição esportiva.

Como se tornar uma atleta de bodybuilding da categoria bikini?

Para começar a disputar nesta categoria de bodybuilding, a primeira dica é treinar bastante. Apesar de não exigir um corpo tão musculoso como outras modalidades do fisiculturismo, na categoria bikini é preciso esculpir a musculatura em uma harmonia bem específica, o que pode ser tão ou mais exigente do que uma hipertrofia mais destacada.

Algumas vezes, o excesso de treino pode definir demais os músculos ou aumentar o volume de forma desproporcional, o que é negativo nas avaliações dos juízes.

Portanto, se o objetivo é a competição, procure por treinadores e academias que tenham experiência no treino de atletas para a modalidade poderão passar uma orientação mais precisa, impedindo que o suor da praticante seja desperdiçado.

Além do ritmo puxado de treinos, é preciso investir também em suplementação. A demanda por proteínas e outros nutrientes de quem treina pesado é muito diferente das pessoas comuns. E só a alimentação pode não bastar para cumprir com essas necessidades.

Mesmo que seja possível comer mais para conseguir atender ao que o exercício pede, a simples alimentação exagerada pode trazer efeitos colaterais como mais gordura. Isolar os nutrientes é uma estratégia mais acertada.

Portanto, vale a pena contar com o suporte de um nutricionista e descobrir os suplementos ideais para potencializar o desenvolvimento muscular as dosagens certas para cada um deles.

Por fim, é uma boa conferir se o corpo tem marcas que podem ser extremamente desfavoráveis nas competições, como cicatrizes e tatuagens grandes. Vale a pena checar com alguma federação local se o corpo da atleta cumpre com esses requisitos e será possível competir.

E agora que você já sabe como funciona a categoria bikini no bodybuilding, que tal aproveitar e aprender como quebrar o platô na musculação?