O que o ácido hialurônico faz na pele

O que o ácido hialurônico faz na pele? Saiba tudo aqui!

Entenda o que o ácido hialurônico faz na pele e quais são os benefícios na prevenção do envelhecimento precoce, por meio da sua hidratação e restauração natural em nosso corpo.

Veja todos os tópicos deste conteúdo e saiba tudo sobre ácido hialurônico: o que é, benefícios e aplicações.

  1. O que é ácido hialurônico?
  2. Ácido hialurônico: para que serve
  3. Como consumir ácido hialurônico?
  4. Preenchimento com ácido hialurônico
  5. Preenchimento facial: saiba mais
  6. Ácido hialurônico: autoestima e qualidade de vida

O que é ácido hialurônico?

Segundo o artigo publicado pelo jornal científico World J Gastroenterol, o ácido hialurônico é um glicosaminoglicano endógeno que possui propriedades viscoelásticas e lubrificantes únicas. O que o ácido hialurônico faz na pele é combater a desidratação cutânea e prevenir o envelhecimento da pele – nas camadas da derme à epiderme.

A produção principal do ácido hialurônico é realizada por fibroblastos e queratinócitos, que, durante o processo de sintetização e transferência para a epiderme, garantem que se tenha uma reserva adequada de água e uma ótima hidratação das camadas. Com isso, temos a relação do ácido com microfibrilas de colágeno, fibras colágenas e elásticas na camada da derme.

Sua capacidade de retenção de água ajuda no resultado de uma pele mais firme, jovem e hidratada. Também apresenta substâncias antioxidantes que agem contra os radicais livres e geram o aumento da capacidade de reparação tecidual.

O ácido hialurônico pode ser administrado em conjunto com outras vitaminas, como veremos mais à frente, e, mesmo sendo reposto de maneira oral, tópica ou injetável, não se altera o valor da substância, tendo em vista que são procedimentos seguros e possuem as mesmas propriedades do ácido produzido pelo nosso corpo.

Ácido hialurônico: para que serve

Ao longo da vida, nos deparamos com dois tipos de envelhecimento: o intrínseco e o extrínseco. O intrínseco ocorre de maneira natural com o avanço da idade e as alterações hormonais. Já o extrínseco é ocasionado por fatores externos, como falta de proteção contra radiação ultravioleta (UV), que também é conhecida como fotoenvelhecimento.

Mas, afinal, qual é a função do ácido hialurônico na pele?

Amplamente utilizado em aplicações médicas, na indústria de cosméticos, farmacêutica, entre outros setores, o que o ácido hialurônico faz na pele tem papel fundamental na ligação e retenção de moléculas de água.

Segundo o artigo Ácido hialurônico: Uma molécula-chave no envelhecimento da pele, publicado no jornal científico Dermato Endocrinology, o ácido hialurônico oferece diversos benefícios, como:

  • Lubrificação das articulações,
  • Hidratação,
  • Preenchimento de espaços como rugas e linhas finas,
  • Aumento na capacidade de cicatrizar feridas e reparar tecidos, etc.

Como consumir ácido hialurônico?

Existem diversas maneiras de consumir a substância, que, assim como o ácido ferúlico, auxilia com ativos antioxidantes na prevenção do envelhecimento precoce da pele, que ocorre com a perda de elasticidade e do colágeno.

Utilizado, principalmente, para os cuidados com a pele, o tratamento com ácido hialurônico tem efeitos positivos em homens e mulheres de diferentes faixas etárias, que procuram por rejuvenescimento de marcas genéticas ou de idade.

Selecionamos algumas opções de consumo e, se possível, sempre realize com segurança, por meio da supervisão de um especialista.

  • Ácido hialurônico cápsulas: com comprimidos ingeridos via oral, a opção é ideal para carregar na bolsa e repor a substância em qualquer lugar.
  • Ácido hialurônico sérum: famoso no meio dos cosméticos, o sérum é um soro aplicado diretamente na pele e tem efeitos significativos com o uso diário – você também pode encontrá-lo de maneira tópica em creme com ácido hialurônico, por exemplo.
  • Ácido hialurônico e vitamina C: a combinação das substâncias é altamente recomendada, pois a vitamina C age com o combate aos radicais livres em nosso corpo. Pode-se consumir através de suplementos ou alimentos, como laranja, manga, abacaxi, goiaba, caju, entre outros.

É importante ressaltar que, apesar da indicação do uso contínuo, não deve-se exceder a quantidade na hora do consumo, para não ocasionar na oxidação das células.

Nos próximos tópicos conheceremos mais sobre o preenchimento facial e o que o ácido hialurônico faz na pele na opção injetável.

Preenchimento com ácido hialurônico

De acordo a UNISEPE, com o avanço tecnológico, foi possível extrair e sintetizar o ácido hialurônico em forma de sal (hialuronato de sódio), para aplicação injetável de maneira eficiente e segura, além de trazer versatilidade e facilidade no armazenamento e no uso.

Com base no estudo pode-se afirmar que o que o ácido hialurônico faz na pele é indolor, pois o paciente é submetido à analgesia local e pode retornar às suas atividades cotidianas em pouco tempo – apresentando somente inchaço e vermelhidão no local, com desaparecimento espontâneo em alguns minutos.

Para realizar o procedimento de preenchimento com ácido hialurônico recomendamos que procure um profissional da área da saúde ou estética para aplicação correta da substância no local desejado, com o intuito de evitar efeitos colaterais e maiores complicações em seu corpo.

Preenchimento facial: saiba mais

Com a pele perdendo gradativamente a elasticidade, devido à diminuição das fibras elásticas e do colágeno, o uso do preenchimento facial tem sido uma alternativa menos invasiva para melhorar o aspecto de linhas de expressão ou até mesmo remodelar as expressões que incomodam na simetria facial.

O artigo Os efeitos do ácido hialurônico na prevenção do envelhecimento cutâneo: revisão de literatura, publicado na revista científica EFDeportes.com, de Buenos Aires, afirma que o envelhecimento da pele é multifatorial e um processo complexo, pois ocasiona diversas alterações severas em termos estéticos e funcionais.

Confira a seguir alguns tipos de procedimentos injetáveis de ácido para o rosto que podem melhorar a sua autoestima e bem-estar durante o envelhecimento precoce.

Preenchimento bigode chinês

A região do sulco nasojugal, conhecida como bigode chinês, tem sido escolhida por muitas pessoas para o procedimento de preenchimento estético, pois o que o ácido hialurônico faz na pele, através da técnica utilizada, apresenta redução significativa nas linhas finas de expressões que se encontram do nariz até abaixo dos cantos dos lábios.

Preenchimento de olheiras

A goteira lacrimal, conhecida como olheira, está localiza na região palpebral inferior e se acentua devido ao envelhecimento por idade ou de fatores genéticos, evidenciando, por exemplo, um olhar com o aspecto cansado e envelhecido.

Segundo o artigo científico publicado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Brasil, o preenchimento com ácido hialurônico para olheiras é seguro, de fácil execução e com baixo risco de complicações. E tem como parte especial a região periocular, que sofre com alterações multifatoriais (na textura, coloração e firmeza da pele, reabsorção óssea e deslocamento de partes moles) e advém do aparecimento de despigmentações, sulcos e/ou bolsas de gordura.

Ácido hialurônico: autoestima e qualidade de vida

Além da pele, o ácido hialurônico pode ser encontrado em diversos órgãos do corpo humano, como vasos sanguíneos, cérebro, cordão umbilical, cartilagem, válvulas cardíacas, entre outros, atuando de maneira essencial para a hidratação natural em nosso organismo.

Outro fator importante durante o processo está no acompanhamento nutricional com um especialista para que se mantenha uma boa qualidade de vida, seguindo uma dieta balanceada com alimentos antioxidantes e que poderão ser combinados com o uso de suplementos para o combate contra doenças, como câncer, dermatite, melanoma, artrite, aterosclerose, Alzheimer, Parkinson, entre outras.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BROMMONSCHEKEL, Júlia et al. Os efeitos do ácido hialurônico na prevenção do envelhecimento cutâneo: revisão de literatura. EFDeportes.com: Revista Digital, Buenos Aires, ano 19, ed. 192, maio 2014.

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