Vitaminas para gestantes: o que pode e o que não pode

A nutrição é uma ciência fantástica! Através da ciência dos alimentos podemos garantir bom estado de saúde, reverter algumas condições patológicas, aumentar o desempenho atlético, entre outras tantas situações. A cada dia que passa esta ciência vem ganhando mais atenção da população em geral, assim como também por pesquisadores que buscam mais respostas para perguntas como “de que forma o ser humano pode se beneficiar dos nutrientes e compostos presentes nos alimentos?”

Sabe-se que nosso organismo depende totalmente da oferta de nutrientes que proporcionamos através de nossa dieta. Indivíduos com dieta balanceada e adequadas em relação as suas necessidades tem poucas chances de desenvolver muitos tipos de doenças, ao passo que indivíduos com dietas insuficientes e inadequadas apresentarão problemas de saúde a curto, médio ou (com muita sorte) a longo prazo de tempo.

“E quando a alimentação começa a influenciar nossas vidas?“
“Resposta: desde o primeiro dia de vida””

Estamos falando neste caso dos bebes e das futuras mamães, aquelas que passam por um dos momentos mais divinos da vida de uma mulher. Gerar uma vida é antes de tudo uma grande responsabilidade, no decorrer de 9 meses o físico, a saúde e algumas características do individuo são formadas e amadurecidas, desde antes mesmo de nascer o individuo já é influenciado pelos nutrientes consumidos durante a gravidez.

A gestação e a lactação são marcadas por profundas mudanças no corpo da mulher, dentre estas mudanças podemos notar aumento da necessidade de nutrientes. No Brasil, a assistência pré-natal inclui o acompanhamento e o monitoramento do ganho de peso gestacional e prevê orientações nutricionais voltadas às mulheres no período que vai da gravidez à amamentação. A ciência da Nutrição se ocupa em adequar as recomendações nutricionais às necessidades de nutrientes dos indivíduos nas diversas fases do ciclo da vida. Porém, observamos que práticas alimentares de gestantes são influenciadas por proibições e prescrições inadequadas muitas vezes pautadas por crenças. Vamos falar um pouco sobre as necessidades nutricionais apresentadas durante a gestação.

As quantidades nutricionais elevam-se a para atender as demandas criadas para o desenvolvimento do feto, formação da placenta, útero, glândulas mamarias e sangue, assim como a formação de depósitos energéticos da mãe utilizados durante o parto e amamentação.
Tais necessidades podem variar em cada caso de acordo com o peso pré-gestacional, quantidade e composição do ganho de peso, estágio da gravidez, nível de atividade física e aumento de seu metabolismo basal.

As proteínas são muito importantes, recomenda-se que a ingestão seja aumentada devido a sua contribuição específica para o crescimento e porque uma dieta pobre em proteínas, quase sempre, carece de outros nutrientes. Recomenda-se a ingestão de pelo menos 60 gramas diárias desde o primeiro mês.

Quando se fala em nutrientes é preciso entender que a ciência da nutrição esta ainda engatinhando, é uma ciência relativamente nova e que possui muitas “correntes” ou formas de analisar um caso. Abaixo veremos o que é consenso, oferecido pela nutrição clássica e também o que diz a nutrição funcional:

 

Nutrição clássica:

 

No primeiro trimestre:
Obrigatoriamente a gestante deve receber suplementação de acido fólico (folato) apesar de que boa parte dos nutricionistas já considerem importante que haja suplementação com este nutriente 3 meses antes da concepção. O acido fólico ou também vitamina B9 deve ser consumido durante os primeiros tres meses, esta conduta previne defeitos na formação do tubo neural do feto (estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.

No segundo trimestre:
Muito dos casos é sugerido a suplementação de vitamina C, justifica-se esta conduta nos casos onde a gestante não possui dieta adequada. O fato é que este nutriente age na formação do colágeno, que compõe pele, vasos sanguíneos, ossos e cartilagem, aumenta a absorção do ferro e fortalece o sistema imunológico.

O Magnésio favorece a formação e o crescimento dos tecidos do corpo por este motivo sua necessidades estará aumentada neste período.

Já a Vitamina B6 é essencial  para o crescimento e o ganho de peso do feto, ale disso um consumo adequado desta vitamina pode auxiliar na prevenção da depressão pós-parto.

A suplementação de Ferro elementar é indicada a partir da vigésima semana, este mineral está ligado à produção de hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio pelo sangue. Ele ainda previne anemias que podem acometer tanto o bebê quanto a mamãe.

No terceiro trimestre:
Deficiência de Cálcio pode provocar cáries, cãibras e unhas quebradiças. O cálcio tem outra nobre função: a de auxiliar a produção de leite após o parto. Ele ajuda ainda no processo de coagulação do sangue e na boa manutenção da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e das contrações musculares.

A nutrição funcional
Esta forma de nutrir o individuo busca fornecer alimentação saudável  usando nutrientes capazes de manter as diversas funções orgânicas, prevenindo condições que afetam a saúde da mamãe e do bebê. Esta condição pode ser observada através da qualidade nutricional da dieta e sua influencia sobre o microbioma do bebe, também sobre a prevenção da disbiose que pode funcionar como gatilho para inflamação local e sistêmica que contribuiriam para desenvolvimento de doenças como alergias, intolerâncias e doenças metabólicas.

 

Em relação às vitaminas indicadas no primeiro trimestre podemos ver indicações para:
Ferro

Colina

Cálcio

Zinco

Vitaminas D (ajuda na fixação do cálcio nos ossos)

Vitamina A (fundamental para o desenvolvimento cerebral e para a formação dos dentes)

Vitamina do complexo B (metabolismo energético do feto e da mãe)

Ômega3.

 

Segundo trimestre:
* Vitamina C
* Magnésio
* Vitamina B6

*Ferro

 

Terceiro trimestre:
* Calcio

 

Existem muitas evidencias cientificas sobre os benefícios do uso de pré-bioticos na gestação. Pré-bióticos podem ser classificados como suplementos que oferecem microrganismos vivos que ao serem ingeridos em quantidades suficientes trazem inúmeros e importantíssimos benéficos ao organismo, principalmente protegendo o organismo contra certas patologias. Justifica-se tamanha importância às gestantes pelo efeito sobre o equilíbrio do intestino. Estes microrganismos promovem regulação dos movimentos intestinais, absorção de nutrientes, controle do colesterol e na estimulação da maturação das células do sistema imune da criança. Os pré-bioticos devem ser usados desde o primeiro mês de gestação.
Durante a gravidez deve-se evitar alguns alimentos capazes de trazer toxinas como:
Metais tóxicos (chumbo, mercúrio, arsênico, cadmo, alumínio)

Compostos orgânicos voláteis
Solventes
Pesticidas
Herbicidas
Medicações
Álcool
Plásticos
Hormônios
Antibióticos
Carboidratos refinados
Aditivos alimentares (corantes, conservantes, edulcorantes)

Estes compostos tóxicos podem atuar aumentando as chances da crianças de desenvolver uma extensa lista de doenças ao longo da vida:
Asma e doenças alérgicas, Doenças autoimunes, Doenças infecciosas e respostas ineficaz de vacinas, Cancer, Aterosclerose, Hipertensão, Doenças Neurodegenerativas.

Como resumo podemos dizer que a gestação é um momento que demanda muito cuidado da gestante nas escolhas alimentares, a dieta da gestante fará toda diferença na vida da criança. Por este motivo papais e mamães busquem aconselhamento com profissionais nutricionistas. É de extrema importância para saúde tanto do bebe quanto da mamãe.

 

 

Texto desenvolvido por Diogo Círico, Nutricionita Funcional Esportivo, R.T Growth Supplements.