Multivitamínicos

Tudo sobre multivitamínicos

Nas ultimas décadas os padrões alimentares mudaram significativamente. Os hábitos alimentares praticados nos dias de hoje contam com alimentos com alta densidade calórica, porém baixa quantidade de nutrientes.
Como consequência das mudanças do hábito alimentar os multivitamínicos são hoje considerados uma excelente estratégia para garantir o consumo adequado de vitaminas e minerais em uma dieta pobre e insuficiente em nutrientes. O consumo destes suplementos vem aumentando em decorrência da busca da população em geral por melhor estado de saúde, prevenção condições patológicos, combate ou redução do estresse, prevenir envelhecimento precoce, entre outros.

No Brasil, pais onde é muito comum encontrarmos produtos enriquecidos com vitaminas e minerais há uma classificação que define o que é medicamento fornecedor de micronutrientes e o que é suplemento alimentar fornecedor destes. Segundo a Portaria n o 32/1998 da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), “suplementos vitamínicos são alimentos que servem para complementar com estes nutrientes a dieta diária de uma pessoa saudável, em casos onde sua ingestão, a partir da alimentação, seja insuficiente ou quando a dieta requerer. Devem conter um mínimo de 25% e no máximo até 100% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de vitaminas e/ou minerais, na porção diária indicada pelo fabricante, não podendo substituir os alimentos, nem serem considerados como dieta exclusiva”. Os medicamentos fornecedores destes nutrientes levam quantidades acima daquelas recomendadas para população saudável dentro do IDR, ou seja, doses acima de 100% do IDR são considerados medicamentos.
Essa é por exemplo a grande diferença entre uma vitamina C de 1.000mg em comparação a uma vitamina C de 45mg, o primeiro é medicamento e o segundo um complemento alimentar.

Hoje em dia existe uma busca indiscriminada por doses elevadas de vitaminas e minerais por praticantes de atividade física, este público tem informação distorcida de que quanto maior a dose consumida maiores os benefícios. A legislação brasileira segue a tendência adotada por outros países quando se refere à qualidade e segurança na sugestão de consumo das vitaminas e minerais, neste sentido o ministério da Saúde adota um padrão para consumo chamado de IDR – Ingestão Diária Recomendada, para vitaminas e minerais. Estes valores são descritos em embalagens de alimentos e suplementos, servem para nortear o consumo alimentar dos indivíduos. A quantidade definida como 100% é suficiente para atender as necessidades de indivíduos saudáveis. De fato, não existe um consenso entre a quantidade ideal de micronutrientes por praticantes de atividade física, desta forma este público acaba buscando doses maiores pensando em garantir suporte nutricional adequado.

Desde o ano de 2010 a legislação brasileira classifica multivitamínicos como produtos de baixo risco, por este motivo estes produtos são isentos de registro junto ao ministério da saúde. Multivitamínicos são hoje um dos suplementos mais consumidos por praticantes de atividade física, atletas amadores e atletas profissionais buscam neste suplemento uma alternativa para combater alguns efeitos negativos proporcionados pela atividade física realizada em alta intensidade além de garantirem ao organismo condições ideais de trabalho. Regulação das contrações e relaxamento musculares, transporte de oxigênio, mineralização óssea, entre outras tantas funções nos quais estão envolvidos estes micronutrientes.
Estresse oxidativo é um dos efeitos deletérios mais encontrados em decorrência da atividade física. A produção de espécies reativas de oxigênio é um processo natural na vida de organismos vivos, entretanto quando ocorre maior síntese/fabricação destes elementos pode haver danos às células do organismo.  Para combater tais elementos nosso organismo possui uma complexa rede chamada de antioxidante, participante desta rede podemos encontrar vitaminas e minerais além de produtos formados através destes nutrientes. Por este motivo os complexos vitamínicos e minerais podem representar uma boa ajuda no desempenho atlético. Indivíduos com rotina de treino muito intensa e pouco intervalo de descanso, podem apresentar elevado estresse oxidativo, como consequência pode ser observada maior incidência de lesões e inflamação e aumento de infecções acarretando em redução significativa do desempenho atlético.