Treino intenso, estresse, recuperação e whey protein. Uma abordagem conceitual

Treino intenso, estresse, recuperação e whey protein. Uma abordagem conceitual

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A realização de atividade física estimula reações químicas celulares e moleculares no organismo, como resposta a estas implicações observamos a adaptação orgânica aos fenômenos biomecanismos envolvidos no exercício, esta capacidade de adaptação é conhecida como plasticidade muscular.

Dentre as implicações observadas sabemos que o binômio carga e volume de treino estão intimamente ligados aos danos celulares observados. Tanto a ruptura e necrose de miofibras promovida pelo exercício quanto o consumo energético acentuado estão envolvidos na lesão muscular.

Os fatores mecânicos (treino) e oxidatixos (consumo energético) iniciam a lesão muscular e alguns mediadores da inflamação agravam esta condição nos dias seguintes.O processo de recuperação das fibras estará ligado ao equilíbrio entre a produção e a remoção dos agentes oxidantes. Glutationa é o agente antioxidante mais importante em nosso organismo, porém em decorrência deste estresse promovido observamos redução da concentração intracelular deste agente, sendo assim a recuperação dos níveis de glutationa pós-exercício será fundamental na recuperação da musculatura treinada.

Endogenamente a síntese deste antioxidante acontece no tecido hepático através da ligação entre os aminoácidos acido glutâmico, cisteina e glicina. A quantidade ingerida destes aminoácidos via dieta estará vinculada a disponibilidade intramuscular e consequentemente a formação de glutationa, por este motivo uma dieta que contenha estes nutrientes em quantidade adequada é imprescindível para que a regeneração tecidual seja rápida e completa.

Whey protein é uma das mais ricas fontes destes aminoácidos, ao analisarmos o perfil amino acidico das proteínas do soro do leite podemos encontrar uma grande concentração de acido glutâmico, cisteina e glicina, por este motivo temos o alimento/suplemento mais eficiente na síntese de glutationa possível de ser incluído na alimentação. Vários são os estudos que evidenciam a produção de glutationa em decorrência do consumo de whey protein. Os resultados de um dos estudos mais importante já realizado foram publicados no Jornal de Fisiologia Aplicada (J Appl Physiol) circulado pela Associação Americana de Fisiologia (American Physiological Society), neste trabalho observou-se um aumento de 35% na concentração de glutationa nos indivíduos do grupo que recebeu 20gr de proteína isolada do soro do leite (whey protein) quando comparados a indivíduos que receberam a mesma quantidade de proteínas proveniente de outras fontes.

Desta forma podemos concluir que a suplementação com whey protein por sua composição química torna-se uma estratégia extremamente eficiente na elevação dos níveis de glutationa, que por sua vez é de fundamental importância na recuperação tecidual e proteção celular.

Texto desenvolvido por Diogo Círico, nutricionista esportivo R.T. Growth Supplements.
CRN 10 – 2067

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