Dieta Dukan

Dieta Dukan: vale a pena apostar?

Atualmente, várias dietas tem despontado como tendências: são celebridades adeptas ou até mesmo programas de TV que prometem soluções milagrosas para perder algumas medidas e vencer a luta contra a balança. Entre elas, uma das mais famosas é a Dieta Dunkan. As dúvidas são inúmeras, assim como a tentação para adotá-la cegamente. Antes disso, vale a pena conferir algumas informações e entender melhor os processos envolvidos nessa programação. Assim fica mais fácil entender e decidir sobre a programação da sua dieta.

E o que é essa tal Dieta Dunkan?

A dieta que ganhou o mundo surgiu com o francês Pierre Dunkan e foi publicada em 2000. Ela se tornou um verdadeiro fenômeno, principalmente com a difusão através de livros e da internet. O grande ponto nessa programação específica é a redução drástica do consumo de carboidratos e a priorização de proteínas e gorduras. Ou seja, você precisa retirar toda forma de carboidrato do cardápio e substituir por carne e outras fontes de proteína. É por isso que ela também é conhecida como Dieta das Proteínas.

Ela é dividida em quatro fases: Ataque, Cruzeiro, Consolidação e Estabilização. Segundo o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements, “a dieta busca uma redução drástica no consumo de calorias – principalmente de carboidratos. Isso gera redução de peso, e não propriamente redução de gorduras. Esse corte pode compreender também tecido muscular e água”. O tempo em cada fase varia também de acordo com os objetivos de cada pessoa, ou seja, o quanto deseja perder de peso.

E o que você pode comer durante a dieta?

A lista de alimentos permitidos e excluídos dependerão da fase em que você se encontra. Por exemplo: a fase de Ataque, a primeira delas, inclui diferentes tipos de carne e proteínas com baixo teor de gordura. Nesse momento, laticínios como iogurte e leite desnatado são permitidos, excluindo apenas os queijos. já na segunda fase, a lista de alimentos proibidos aumenta e inclui milho, grão-de-bico, batata e arroz. A última das fases pede um corte ainda maior, especialmente dos alimentos com fonte de gordura.

E como isso tudo emagrece?

Ao olhar a lista de alimentos o efeito pode parecer que será o contrário, já que estão incluídos ingredientes que parecem substanciosos. Entretanto, a estratégia nesse tipo de dieta é justamente reduzir a quantidade de calorias. Segundo o nutricionista, “não existe outra justificativa que seja comprovada, apenas especulações em relação à regulação do metabolismo, porém sem comprovação”.

Vale a pena adotar a Dunkan por conta própria?

Ainda segundo o nutricionista Diogo Círico, “esta não é uma dieta saudável, trata-se de um método criado por um profissional que vai contra algumas das leis mais básicas da ciência da nutrição”. Efeito disso é também a expulsão do próprio nutricionista Pierre Dunkan do colegiado de médicos franceses, justamente por fazer uma promoção comercial do seu método.

O nutricionista da Growth Supplements alerta ainda para os riscos para o próprio organismo. “A dieta conta com uma quantidade muito grande de proteínas. isso pode causar malefícios aos rins – como os cálculos renais, por exemplo”. A ideia dessa dieta é promover um corte, sem ensinar de fato os indivíduos a se alimentarem de maneira saudável e equilibrada. “Não se trata de uma forma de reeducação alimentar, apenas de uma restrição. Quando o indivíduo decidir voltar a se alimentar normalmente de novo terá grandes chances de aumentar o peso novamente”, explica Círico.

Dieta Dunkan: confira os riscos

Iniciar qualquer dieta por conta própria e sem consultar um bom nutricionista é uma atitude arriscada. Afinal, a alimentação incorreta gera diversos problemas à saúde e pode acarretar em prejuízos a longo prazo. No caso da Dieta Dunkan, segundo o nutricionista, isso pode incluir lesão renal, desequilíbrio nutricional e desregulação do metabolismo, baixa efetividade a longo prazo, redução de massa magra ao invés de massa gorda, náuseas, mal-estar, mau hálito (conhecido como hálito cetônico), boca seca, dor de cabeça e fraqueza. A melhor alternativa é sempre consultar um nutricionista que montará uma programação específica para você, incluindo ou não proteínas e suplementos como o Whey Protein de acordo com as suas necessidades.